É uma queixa do dia a dia no consultório. Todo homem nota e se preocupa, com as mudanças, que se observam no pênis a medida que se envelhece. Mudanças no aspecto visual e na função.
Quando o homem atinge os 40 anos, começa a haver declínio natural da produção do hormônio masculino (testosterona) e que pode afetar o pênis. Há doenças que também podem começar a aparecer, como diabetes e doenças cardiológicas, que irão comprometer o fluxo de sangue para o pênis.
Alterações visuais que podem ser comuns: se há diminuição no fluxo de sangue, no homem branco a cor pode começar a mudar para um rosa mais claro. O pênis pode encolher por diminuição do fluxo de sangue e também pela queda na produção da testosterona. Sem contar que o ganho de peso leva a um aumento de gordura na região dos pelos pubianos, pode embutir o pênis e diminuir o comprimento exposto.
Com a queda hormonal, o testículo pode diminuir de tamanho e vir a ficar mais baixo, mais pendurado.
O pênis pode ficar curvo devido a doenças que provocam tortuosidade à ereção, algumas vezes de forma bastante dolorosa, como no caso da Doença de Peyronie e que pode até impedir o ato sexual.
No sexo, o homem que envelhece percebe que há necessidade de um maior estímulo para a excitação, para o início da ereção e até mesmo para que ocorra o orgasmo. A impotência sexual pode se instalar, principalmente se há doenças cardiológicas e/ou diabetes.
Problemas urinários podem aparecer se há um tipo de aumento da próstata que comprime o canal urinário, dificultando a saída de urina da bexiga. Homens com esse tipo de problema tendem a urinar mais vezes.
Com essa consciência, homens nessas situações devem conversar com seus urologistas, pois muito do que foi relatado acima pode ser evitado e/ou amenizado com terapias e adoção de hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, atividade física regular e controle do peso corporal. Essas mudanças podem ajudar o homem a manter seu peso e diminuir a probabilidade do aparecimento de doenças cardiológicas e diabetes, que irão comprometer o desempenho sexual.
É importante conversar com o parceiro sexual e se há uma diferença de idade entre eles, o mais novo precisa ter consciência do que pode acontecer com um parceiro sexual que esteja acima dos 40 anos e procurar entender essas mudanças. Se vivos, todos os homens chegarão lá!
Este blog destina-se ao homem gay e tem como objetivo, responder às muitas dúvidas que homens gays têm em relação às doenças sexualmente transmissíveis, às doenças da próstata, aos riscos do sexo entre homens e tudo que se relaciona ao trato genital masculino. Os posts serão respostas às perguntas que frequentemene recebo de meus pacientes e leitores.
"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.
terça-feira, 28 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
Os pelos pubianos devem ou não ser retirados?
A decisão pela retirada dos pelos pubianos é mais pessoal, embora muitos se depilem a pedido do parceiro sexual. Mas a decisão da retirada na maioria das vezes é tomada mais por um motivo estético do que pela saúde.
Há pessoas que relatam que a retirada dos pelos diminui o cheiro decorrente do suor, o chamado CC (cheiro de corpo). Há outros que garantem que a retirada deles aumenta o prazer sexual.
O importante aqui vai ser alertar para possíveis consequências desse hábito de raspar os pelos pubianos.
1) Queimadura local: por irritação da lâmina de barbear, ou por reação química a alguns cremes de depilação ou até mesmo por cera quente.
2) Alergias: por contato com os agentes químicos contidos no produto utilizado para a depilação.
3) Cortes na pele: tanto pelo barbeador elétrico, como pelo manual. Alguns cortes podem ocorrer em áreas de difícil cicatrização e incomodarem bastante. Outros podem passar despercebidos e criarem uma fragilidade na proteção da pele à entrada de agentes infecciosos.
4) Infecções: foliculites (inflamação aonde nasce o pelo), infecções causadas por bactérias do tipo estafilococo e/ou estreptococo e até mesmo facilitar a transmissão do herpes genital de um parceiro contaminado.
Então, tomada a atitude de aparar ou retirar todos os pelos pubianos, cuidado ao realizar o ato, chamado de tricotomia.
Há pessoas que relatam que a retirada dos pelos diminui o cheiro decorrente do suor, o chamado CC (cheiro de corpo). Há outros que garantem que a retirada deles aumenta o prazer sexual.
O importante aqui vai ser alertar para possíveis consequências desse hábito de raspar os pelos pubianos.
1) Queimadura local: por irritação da lâmina de barbear, ou por reação química a alguns cremes de depilação ou até mesmo por cera quente.
2) Alergias: por contato com os agentes químicos contidos no produto utilizado para a depilação.
3) Cortes na pele: tanto pelo barbeador elétrico, como pelo manual. Alguns cortes podem ocorrer em áreas de difícil cicatrização e incomodarem bastante. Outros podem passar despercebidos e criarem uma fragilidade na proteção da pele à entrada de agentes infecciosos.
4) Infecções: foliculites (inflamação aonde nasce o pelo), infecções causadas por bactérias do tipo estafilococo e/ou estreptococo e até mesmo facilitar a transmissão do herpes genital de um parceiro contaminado.
Então, tomada a atitude de aparar ou retirar todos os pelos pubianos, cuidado ao realizar o ato, chamado de tricotomia.
quinta-feira, 2 de março de 2017
O encolhimento do pênis, após a cirurgia para a cura do câncer de próstata, é temporário.
Hoje em dia há terapias aplicadas logo após a cirurgia, visando a recuperação do tamanho do pênis e da ereção. Essas terapias consistem na administração de medicamentos pela via oral e por terapias locais no pênis com bombas a vácuo.Quanto mais cedo puder ser administrado a terapia, melhor será o resultado.
Mas um estudo recentemente publicado no BJU International informa, que independente dessas terapias, pacientes relatam que após um ano da cirurgia, houve normalização no tamanho do pênis. Mas o estudo não faz menção à recuperação da atividade sexual.
Minha recomendação é para que caso você precise passar por uma cirurgia como essa, ou conheça alguém que vá passar, fique alerta para as terapias que devem ser iniciadas logo no pós-operatório. O seu urologista saberá responder sobre essas terapias de recuperação do tamanho do pênis e da atividade sexual. Demonstre o seu interesse em realizá-las.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Balanopostite: uma inflamação no pênis que assusta.
Recebo com muita frequência neste blog, perguntas relacionadas a processos de inflamação e irritação no pênis. Hoje vou escrever novamente sobre balanopostite, que é justamente isso: uma irritação com vermelhidão, muitas vezes associada a ardor e coceira local, que acomete a região da glande do pênis, assim como a pele que o recobre (prepúcio) nos pênis uncut e pode se estender para todo o pênis. Também pode cursar com a presença de secreção, descrito pelos pacientes como pus.
A foto ao lado ilustra como que na maioria das vezes o pênis fica, quando acometido pela balanopostite. Muitas vezes podem se formar áreas mais localizadas de vermelhidão e outras, uma forma mais generalizada.
E o aparecimento pode ser súbito, ou seja, o paciente pode ir dormir com o aspecto do pênis normal e acordar no dia seguinte já com o órgão inflamado.
E o que causa a balanopostite no homem gay?
1) Condições anatômicas, como o caso dos pênis uncut, favorecem ao aparecimento. É importante se preocupar com a higiene do pênis, principalmente após um ato sexual quando não se utiliza mais o preservativo.
2) Praticar sexo sem proteção e expor-se às infecções sexualmente transmissíveis, tanto no sexo com penetração anal como ao receber sexo oral.
3) No caso do homem gay que pratica a penetração anal sem preservativo, lembrar que o atrito na hora da penetração anal é maior e logo em seguida, o pênis fica exposto a uma área normalmente contaminada por bactérias do reto. E nesse caso, a chance de uma infecção é maior e só isso pode ser causa de balanopostite. Há muitos homens que por esse motivo, não podem abrir mão do uso de preservativos.
4) Muitas vezes há uma infecção urinária e/ou no esperma. Após a ejaculação, o esperma entra em contado com a pele do pênis, principalmente se há o uso do preservativo, causando uma irritação na pele do pênis.
Como evitar?
1) Prevenir-se das infecções externas, que vêm do ato sexual, fazendo uso de preservativos.
2) Cuidar da higiene genital após um ato sexual, principalmente se não fizer uso de preservativos.
3) Descartar infecções urinárias e/ou no esperma, realizando exames de rotina. Já escrevi aqui nesse blog, sobre a necessidade de todo homem gay realizar exames anualmente.
Como tratar?
1) Muitas vezes a higiene do pênis com água boricada reverte o processo. Deve ser feita no mínimo duas vezes ao dia, de preferência após um banho.
2) Uma consulta médica pode ser necessária, caso a medida acima não resolva e nesse momento, o Urologista pode necessitar de exames laboratoriais complementares ou já orientar para algum tratamento com medicamento tópico (creme, gel, pomada).
3) Há pacientes que só ficam livres definitivamente das balanopostites, realizando a cirurgia para corrigir uma fimose ou para retirar o excesso de pele (prepúcio) que cobre a glande.
Espero ter auxiliado você e conto com a divulgação desse assunto junto a seus amigos.
A foto ao lado ilustra como que na maioria das vezes o pênis fica, quando acometido pela balanopostite. Muitas vezes podem se formar áreas mais localizadas de vermelhidão e outras, uma forma mais generalizada.
E o aparecimento pode ser súbito, ou seja, o paciente pode ir dormir com o aspecto do pênis normal e acordar no dia seguinte já com o órgão inflamado.
E o que causa a balanopostite no homem gay?
1) Condições anatômicas, como o caso dos pênis uncut, favorecem ao aparecimento. É importante se preocupar com a higiene do pênis, principalmente após um ato sexual quando não se utiliza mais o preservativo.
2) Praticar sexo sem proteção e expor-se às infecções sexualmente transmissíveis, tanto no sexo com penetração anal como ao receber sexo oral.
3) No caso do homem gay que pratica a penetração anal sem preservativo, lembrar que o atrito na hora da penetração anal é maior e logo em seguida, o pênis fica exposto a uma área normalmente contaminada por bactérias do reto. E nesse caso, a chance de uma infecção é maior e só isso pode ser causa de balanopostite. Há muitos homens que por esse motivo, não podem abrir mão do uso de preservativos.
4) Muitas vezes há uma infecção urinária e/ou no esperma. Após a ejaculação, o esperma entra em contado com a pele do pênis, principalmente se há o uso do preservativo, causando uma irritação na pele do pênis.
Como evitar?
1) Prevenir-se das infecções externas, que vêm do ato sexual, fazendo uso de preservativos.
2) Cuidar da higiene genital após um ato sexual, principalmente se não fizer uso de preservativos.
3) Descartar infecções urinárias e/ou no esperma, realizando exames de rotina. Já escrevi aqui nesse blog, sobre a necessidade de todo homem gay realizar exames anualmente.
Como tratar?
1) Muitas vezes a higiene do pênis com água boricada reverte o processo. Deve ser feita no mínimo duas vezes ao dia, de preferência após um banho.
2) Uma consulta médica pode ser necessária, caso a medida acima não resolva e nesse momento, o Urologista pode necessitar de exames laboratoriais complementares ou já orientar para algum tratamento com medicamento tópico (creme, gel, pomada).
3) Há pacientes que só ficam livres definitivamente das balanopostites, realizando a cirurgia para corrigir uma fimose ou para retirar o excesso de pele (prepúcio) que cobre a glande.
Espero ter auxiliado você e conto com a divulgação desse assunto junto a seus amigos.
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