"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

Passado o Natal, agora é hora de nos prepararmos e nos enchermos de esperança, para que num novo ano continuemos a concretizar sonhos e se possível, ampliarmos horizontes, ajudar aos que nos procuram e ir ao encontro dos que nos necessitam.
Tenham todos uma ótima virada de ano e um Feliz 2014!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Saiba da importância do preservativo no sexo com penetração anal e se proteja da Prostatite.

Todo homem gay, ou pelo menos a grande maioria, sabe da proteção que o preservativo oferece. Mas nesse post vou falar da proteção que ele oferece a todo homem que pratica o sexo com penetração anal, independente da orientação sexual, em relação a uma determinada doença.
Muitos casais de homens gays acabam abandonando o uso do preservativo, mas muitos desconhecem os riscos que essa atitude pode acarretar (esse assunto já foi abordado no post http://www.uroblogay.blogspot.com.br/2013/10/cuidados-com-o-penis-numa-relacao-sem.html)
Hoje falaremos sobre PROSTATITE, que é uma doença que pode ser só inflamatória ou também infecciosa. Sabemos que, por maior que seja a higiene do reto antes do sexo, a região retal é constantemente infectada por bactérias que podem causar sérias agressões ao trato genital e urinário. A próstata é uma glândula que frequentemente é atacada por essas bactérias. Por se tratar de um órgão onde o fluxo de vasos sanguíneos e linfáticos é difícil, a proteção natural oferecida pelos anticorpos é menor.
Quando há a prostatite, o paciente numa fase aguda pode ter febre, muito ardor para urinar, vontade frequente de micção e em casos mais graves, até mesmo não conseguir urinar e ter que recorrer a um Pronto Atendimento para que seja passada uma sonda para o esvaziamento da bexiga. Antibióticos são utilizados no tratamento e geralmente por um período prolongado, na maioria das vezes por 4 (quatro) semanas.
E mesmo depois de curada a prostatite infecciosa, pode permanecer o processo de inflamação, levando ao que chamamos de Prostatite Crônica e que também causa desconforto. Então, um paciente que se livrou da infecção (melhor assim), pode continuar a ter sintomas e sinais bem desagradáveis, como dor na região do períneo (região entre a bolsa escrotal e o ânus), ardor no canal urinário mesmo sem estar urinando, desejo constante de micção e às vezes, pressa para urinar quando o desejo aparece e que muitas vezes pode ser acompanhado de escapes de urina. O orgasmo também pode se tornar menos agradável, acompanhado de dor à ejaculação e ardor, queimação no canal da urina.
Sem falar dos perigos de uma inflamação crônica na próstata, que tem sido considerado um dos fatores que pode gerar uma agressão que induziria ao aparecimento do câncer neste órgão.
Então, pense bem antes de praticar a penetração anal sem preservativo e divulgue esta informação. Quanto mais velho você for, maior a probabilidade da sua próstata estar aumentada, o que facilita ainda mais o aparecimento da prostatite.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Homens gays e a fidelidade!

Hoje vou sair um pouco da minha área, a urologia, para tocar num assunto que volta e meia aparece nas consultas em minha clínica: a fidelidade do casal de homens gays. Não vou abordar o assunto baseado em estudos de psicologia e nem de comportamento humano. Vou falar do assunto baseado no que escuto e usando um pouco do conhecimento que adquiri com leituras do cotidiano. Espero que no final desse post, você se satisfaça com o que vou colocar.

É um fato: muitos homens gays desejam uma união das do tipo "unidos para sempre na saúde e na doença", com fidelidade, amando e respeitando. Recentemente fui padrinho de um casamento entre homens e a Juíza pronunciou as mesmas palavras e expressões de um casamento entre pessoas de sexo diferente. Afinal de contas, é a lei. E se pessoas do mesmo sexo no Brasil já podem se casar, devem seguir as mesmas leis de fidelidade. No Brasil é crime ser infiel (incisos I e V do art. 1566 do novo Código Civil).

Mas e no dia a dia, o que acontece? Bem, não será novidade para ninguém saber que muitos "pulam a cerca" e aí, vão passar em consulta ou porque adquiriram por descuido alguma doença sexualmente transmissível, ou porque querem tomar todo o cuidado para não contaminar o companheiro, mesmo acreditando que tenha praticado sexo seguro com esse novo parceiro. Por isso tenho batido tanto na mesma tecla e recomendado a leitura dos vários posts que existem neste blog, alertando para os riscos do sexo grupal, do sexo oral desprotegido e cuidados que devem ser tomados com exames de rotina.

Mas há casais que conseguem uma união bem longa de 20, 30, 40 anos. Conheço-os pessoalmente, quer porque sejam amigos ou porque são pacientes. Em alguns casos, as duas situações. E para eles faço sempre a mesma pergunta: "qual a fórmula para esse casamento eterno?" E deles escuto: nós nos permitimos de tudo- sexo grupal, mudança de parceiros, puladas de cerca, viagens desacompanhadas. Chega uma hora que isso cansa e nos voltamos um para o outro.

Isso me leva a algumas considerações. Uma delas bem realista: envelheceram e como dizem por aí, estão fora do mercado. Hoje homens com 35 anos já se dizem "fora do mercado". Imagina então os de 40, 50, 60 anos.

Outra é porque acaba a novidade. O novo repetido, vai ficando igual. Aliás, acho que esse é um dos grandes motivos para a quebra da fidelidade. A necessidade do novo. Chega um momento do relacionamento de um casal, que acaba a novidade das posições, dos tipos de orgasmo preferido, dos momentos mais oportunos e inoportunos para um ato sexual. E o homem precisa da novidade para se sentir motivado, estimulado.

Há também uma explicação científica, que é a presença do hormônio testosterona que mantém a libido sempre em alta. E o bonito chama atenção, então o homem olha para aquilo que considera belo. E de repente, está sendo infiel. Ou quase. Como corre aí pela internet, "fidelidade não é nunca sentir atração. Fidelidade é sentir atração e não ir em frente porque sabe que tem um compromisso a zelar". E aí aparecem os conceitos, sejam religiosos ou jurídicos, dizendo que o homem deve ser monogâmico. Imagina se o homossexualismo fosse reconhecido e respeitado universalmente? Quantos parceiros onde a poligamia é permitida, teria um homem gay?

Enfim, é para refletir. O que não pode é exigir do outro, aquilo que você não pratica. Acho que evidências criam teorias e para mim está claro que havendo acordo, a relação vai longe. Hoje sei que para estar dentro de uma relação monogâmica entre homens gays, é indispensável muita criatividade para que ela seja duradoura, investindo na quebra da rotina. Se não quer mudar de parceiro, mude de lugar, faça viagens a lugares novos, experimente cantos diferentes e alimente o relacionamento com novidades. Alimente sempre o carinho, todo mundo gosta de receber. E fazer carinho também é muito bom!