"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Abordagem para as dificuldades de ejaculação, chamada de "Ejaculação Retardada".

Muitos leitores têm feito perguntas a respeito deste assunto, que é a ejaculação retardada, uma situação em que homens não conseguem atingir o orgasmo no ato sexual, embora mantenham prolongadamente a ereção. Acredita-se que o percentual de homens que enfrente esse problema seja pequeno, 2% a 6%.
Além de muitas vezes causar danos físicos com o atrito prolongado do pênis (lembre-se de repetir a lubrificação do pênis mais vezes), pode causar danos emocionais ao relacionamento, afetando a autoconfiança de um e/ou de ambos parceiros.

Na maioria das vezes as causas que levam os homens a enfrentar esse problema tem origem emocional. O consumo de bebidas alcoólicas em excesso antes do ato sexual também pode contribuir, assim como o estresse crônico. Mas sabemos também que há causas orgânicas e terapias com alguns medicamentos como causa desse distúrbio.

Drogas utilizadas para o tratamento da depressão apresentam como efeito colateral, retardo ou até mesmo bloqueio da ejaculação. Tanto que muitas vezes são indicadas no tratamento da situação oposta, que é a ejaculação precoce. Nesse grupo temos os inibidores de recaptação da serotonina como fluoxetina, paroxetina e dapoxetina.

Os medicamentos indicados para melhor atingir e a sustentar a ereção também têm papel importante neste assunto. Sildenafila, vardenafila, tadalafila são as mais utilizadas, mas as injetáveis (papaverina, prostaglandina entre outras) também causam esse efeito.

Mas o fator emocional é sempre o mais frequente. É comum o homem se sentir constrangido ou inibido diante de um parceiro e pode apresentar dificuldade para ter o orgasmo. E quanto mais ele demorar a vir, o orgasmo, pior vai ficando.

Acredita-se que a masturbação seja um dos grandes responsáveis para o aparecimento da ejaculação retardada, uma vez que nesse momento o homem se toca e imprime a pressão desejada sobre o seu pênis, que durante a penetração não se repete e daí a dificuldade para atingir o orgasmo. A velocidade do movimento da masturbação também pode ser diferente da do ato sexual e temos mais um problema.

A ejaculação retardada também pode ser decorrente do abuso de  drogas e álcool e como consequência de doenças, como o Diabetes, distúrbios hormonais e doenças neurológicas como Esclerose Múltipla. O envelhecimento natural do homem também contribui.

Um tratamento que pode trazer benefícios é a terapia com ocitocina intranasal, aplicada uma hora antes do ato sexual. A ocitocina está relacionada com a melhora do humor e pode contribuir facilitando para que o orgasmo aconteça, principalmente se há um fator emocional contribuindo. A droga geralmente é obtida por manipulação farmacêutica (leia post publicado no blog Cid Zauli http://www.cidzauli.blogspot.com.br/2013/06/ocitocina-droga-que-poderevolucionar-o.html) e a maioria das clínicas de urologia tem um laboratório parceiro que pode manipular a ocitocina para seus pacientes.

Recentemente foram publicados estudos falando também sobre os resultados positivos na terapia a base de ioimbina, droga que no passado foi muito utiliazada para o tratamento das dificuldades de ereção. Hoje, esse é o primeiro passo para a terapia das dificuldades para ejaculação e a que demonstra melhores resultados.

E também temos as drogas utilizadas para tratamento da ansiedade, como a bupropiona e a buspirona,  mas que a compra exige receitas médicas controladas.

O importante é que seja sempre consultado um urologista para ver o que pode estar contribuindo para o quadro e às vezes, uma abordagem multidisciplinar pode ser necessária. 

terça-feira, 6 de maio de 2014

O homem gay na terceira idade.

Hoje vou escrever sobre a atividade sexual do homem com mais de 60 anos e que viveu o boom da atividade sexual no final dos anos 60, principalmente no caso de uma relação heterossexual, com o aparecimento da pílula.

O homem gay desta época, quando iniciou sua vida sexual, não tinha que se preocupar com o uso de preservativos. O uso da camisinha passou a ser uma necessidade a partir dos anos 1980 com o aparecimento da AIDS e até então, muitos realizaram (quase) todas as fantasias sexuais sem o uso da mesma.

Apesar dos esforços de marketing para transformar o uso do preservativo como algo prazeroso (sabores, texturas, cores), os que um dia praticaram o ato sexual sem uso de preservativos, não conseguiram engolir esse chavão e passaram a utilizá-la por medo e não por prazer.

E envelheceram, muitos hoje fora de um relacionamento estável. Com o aparecimento de drogas que devolveram a vida sexual, hoje têm enorme dificuldade para fazer uso do preservativo. E com isso, as doenças sexuais transmissíveis (DST) estão aumentando nessa faixa etária. O índice de diagnóstico de sífilis aumentou em 52% acima dos 65 anos. A realização de exames para detecção do vírus HIV e outras DST, é tão frequente quanto a realização de exames de colonoscopia, um exame muito comum de ser solicitado ao idoso.
Sexo muitas vezes significa vigor, saúde, sucesso e os idosos cada vez mais têm atividade sexual. As drogas devolveram, ou mantêm, a capacidade para a realização do mesmo. Mas é importante que esse homens tenham ciência da necessidade do uso do preservativo e precisam ter acesso à essa informação, de que  está sendo observado, o aumento dos índices de DST nessa faixa etária.