"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Está chegando mais um "Novembro Azul".

Mais um mês de Novembro se aproxima e você, homem, deve avaliar se já não é o caso de procurar um urologista para fazer os exames preventivos que podem diagnosticar um câncer na próstata que está lá quieto, silencioso.

Como já foi comentado neste blog em postagens anteriores, o homem gay por na maioria dos casos ter vários parceiros sexuais, e portanto mais exposto às Doenças Sexualmente Transmissíveis, está mais sujeito a apresentar um câncer na próstata.

Quem deve procurar um urologista?

1) Homens afrodescendentes acima dos 40 anos, já que nesse grupo a incidência da doença é mais frequente.

2) Homens acima dos 40 anos com histórico de câncer de próstata na família (pai, avô, irmaõs, tios)

3) Todo homem com mais de 50 anos.

O que será feito?

Primeiro o urologista irá conversar com você, objetivando colher dados que possam já fazê-lo suspeitar da possibilidade do câncer estar presente. Irá perguntar sobre os seus hábitos de micção, avaliar a qualidade do jato de urina que você apresenta ao urinar e tentar descobrir algum antecedente de doença urológica.

Depois o urologista fará o exame físico e é nesse momento que ocorrerá o exame de próstata, através do toque retal, com a introdução do dedo pelo ânus.

E por último ele avaliará, e provavelmente solicitará, exames complementares: ultrassonografias, exames de sangue (PSA- Prostatic Specific Antigen) e de urina.

Ao final da consulta, nós urologistas na maioria das vezes já temos noção se é um caso suspeito, ou não, de câncer na próstata. Mas serão os exames complementares que permitirão nos orientar sobre o diagnóstico final. Então, não deixe de retornar em consulta com os exames, mesmo que você considere que os resultados foram normais (hoje em dia a maioria dos pacientes tem acesso aos resultados dos exames antes mesmo dos médicos).


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vida sexual real pode ser comprometida pela pornografia on-line.

Recentemente a Folha SP publicou uma matéria muito interessante sobre os efeitos ruins que o vasto conteúdo de material pornográfico exibido pela Web, pode causar na vida sexual do homem, independente da orientação sexual.

Sempre comento com os meus pacientes que me procuram para solucionar problemas de ereção, sobre essa influência negativa da pornografia on-line. Os mais jovens são os mais acometidos, principalmente no início da vida sexual.

Como problemas relacionados à exposição do material pornográfico, cito a queixa muito comum do paciente achar que tem um pênis pequeno, ao se comparar com os atores dos filmes pornográficos. Também a dificuldade para ter uma ereção na hora do ato sexual real, que pode ser diferente do estímulo que a pornografia gera. E pode ser difícil atingir um orgasmo, uma vez que o estímulo que o paciente consegue no pênis através da masturbação, pode ser diferente e até mesmo mais eficiente, que o estímulo provocado pelo ato sexual. Com a mão, o paciente faz a compressão no pênis de uma maneira que mais o excite, faz os movimentos de forma mais rápida ou mais lenta de acordo com o desejo, até atingir o orgasmo.

O acesso ao material pornográfico é cada vez mais facilitado com a disseminação do uso de smartphones e tablets. Some-se a isso a grande variedade de filmes e fotografias, oferecendo continuamente novos estímulos aos pacientes e sabemos que a novidade é um fator muito estimulante à excitação.

O recado é simples: cuidado com a quantidade de vídeos e fotografias de conteúdo pornográfico que você acessa. Fantasiar é bom, mas a realidade é o que conta e no final, é o que vale a pena.