"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Não abandonem a camisinha....

Uma coisa tem chamado a minha atenção e me gerado preocupação com os meus pacientes: o abandono do uso de preservativos no sexo oral e no sexo com penetração. Observo mais essa atitude após o início da terapia PREP (pré exposição ao vírus HIV com antiretroviral continuamente, objetivando diminuir os riscos de contaminação pelo sexo).

E quero alertar novamente sobre isso. Tenho recebido pacientes no consultório sendo contaminados pela Sífilis, pela infecção por Chlamydia e também pelo vírus HPV e do Herpes, por não terem feito sexo oral com proteção. Leitores, o PREP não protege contra essas doenças.

Portanto, se você quer uma proteção completa na hora do sexo, principalmente se você não conhece o parceiro, use preservativos também na hora de receber e fazer sexo oral, ou você estará abrindo uma porta de entrada para outras infecções sérias também.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Será que homens sofrem com falta de desejo sexual?

A falta de desejo sexual é chamada de queda de libido. Sim, homens podem sofrer de queda de libido, embora homens sejam vistos, principalmente os homens gays, como seres com um gás sexual sempre em alta.

Um estudo envolvendo 5.000 homens mostrou que num grupo com idade entre 18 e 29 anos, 14% mostrava desinteresse pelo atual sexual. E 17% foi reportado num grupo com homens entre 50 59  anos.

E quais poderiam ser as causas para que o homem perca o desejo sexual?

1) Queda do hormônio masculino, testosterona: o envelhecimento causa isso, iniciando-se aos 40 anos. Situações como obesidade, apneia do sono de causa obstrutiva também podem levar à diminuição da testosterona

2) Efeito colateral de alguns tratamentos: antidepressivos, opioides para o tratamento da dor, beta bloqueadores para tratamento da hipertensão arterial no sangue e também como efeito do abuso de bebidas alcoólicas e drogas de uso social (maconha, cocaína, ecstasy, heroína, entre outras).

3) Cansaço físico, principalmente o crônico.

4) Ansiedade, estresse emocional.

5) Problemas de relacionamento com o parceiro: infelicidade conjugal ou sentimentos de raiva, diminuem o desejo sexual de um pelo outro.

6) Tédio: quando o sexo vira rotina de um casal, principalmente nos relacionamentos mais longos, o desejo pelo sexo entre eles diminui. Muito tempo fazendo as mesmas coisas, sem novidades, pode ser entediante para alguns.

Como podem ter observado, mudanças comportamentais, dosagem e correção dos níveis hormonais e resolução de problemas conjugais, podem trazer de volta o desejo pelo sexo. Ou seja, tem solução. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Ereções e grupo sanguíneo.

Pelo incrível que pareça, grupos sanguíneos podem evidenciar uma maior tendência à impotência sexual masculina. 

Grupos sanguíneos (A, B, AB, O) são determinados por reações no nosso organismo a anticorpos que existem na corrente sanguínea para nos proteger das infecções.

Um trabalho na Europa envolvendo 350 homens na faixa de 62 anos, mostrou que homens com grupo sanguíneo O, seja Fator Rh negativo ou positivo, referiam melhores escores na avaliação do desempenho sexual.

Não necessariamente homens com grupo sanguíneo A, B ou AB, sejam Fator Rh negativo ou positivo, terão problemas de ereção, até porque se sabe que estilo de vida, idade, doenças associadas como cardiopatias e Diabetes, uso de medicamentos para controle da hipertensão arterial no sangue, tabagismo, etilismo, têm influência grande na qualidade sexual do homem.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Transplante de pênis.

Sim, o transplante de pênis é possível e já foi realizado algumas vezes. Os pacientes que necessitaram desse tipo de transplante foram vítimas de acidentes que acometeram o pênis e os doadores foram cadáveres, respeitando compatibilidade de sangue, cor e idade. Como há risco de rejeição, é necessário o tratamento para minimizar os riscos desse insucesso. A cirurgia é bem complexa pois o cirurgião precisa reconstruir uma complexa rede de nervos e vasos sanguíneos.

O primeiro caso realizado foi em 2014 na África do Sul, em seguida em 2017 nos Estados Unidos e de novo na África do Sul em 2017. Há relato de um caso na China em 2006, mas devido à incapacidade do receptor aceitar a nova condição, o enxerto foi retirado. Os pacientes referiram normalização da micção e da atividade de ereção que variou entre meses e anos. Um deles já engravidou a parceira.

Esse tipo de transplante ainda é um procedimento muito novo e muito ainda há para se aprender e evoluir. Em 2018 foi relatado um transplante nos Estados Unidos de pênis e escroto, sem os testículos. O procedimento ainda não é utilizado nas situações de cirurgia para mudança de sexo.