"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O desejo sexual diminui com o envelhecimento?

  

A maioria dos homens perde a libido (o desejo pelo ato sexual) ao envelhecer. Mas isso não é uma regra para todos. A saúde do homem, assim como o seu estilo de vida e situação social, influenciam bastante.

A testosterona, que é o hormônio masculino responsável pelo aparecimento da libido, começa a ser produzida na  puberdade e o declínio de produção ocorre a partir dos 30 anos, sendo que anualmente há uma diminuição de 1%. A diminuição na qualidade da ereção, alterações de humor e uma fraqueza física podem também começar a aparecer em decorrência disso.

Sabe-se que investir em qualidade de vida, como dietas saudáveis, atividade física individualizada, podem oferecer melhora dessas queixas acima, como decorrência da queda hormonal.

Entretanto, nem sempre a queda hormonal é a principal causa para a queda da libido associado ao envelhecimento do homem e às vezes há causas mais evidentes, como:

1) Doenças como Diabetes e de origem cardiológicas.

2) Medicamentos de uso contínuo (antidepressivos, para controle de pressão arterial do sangue, opióides como analgésicos).

3) Distúrbios de comportamento como ansiedade, depressão, estresse do dia-a-dia com doenças familiares, dificuldades financeiras, problemas de relacionamento.

Nem todo homem se queixa de queda do desejo pelo sexo com o envelhecimento, embora a maioria relate. Sabe-se que investir em qualidade de vida e manter-se o mais saudável possível, são condições que podem ter um impacto positivo na qualidade sexual do homem. Invista nisso!



 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Sexo pode se tornar um vício?

 

Há pessoas que pensam e sentem tanta necessidade de fazer sexo, condição conhecida como hiperssexualidade, que parecem ser realmente viciadas em sexo.

Importante diferenciar hiperssexualidade de libido alto. O libido alto não necessariamente leva a pessoa a ter sexo compulsivamente. Já na hiperssexualidade, os atos são frequentes.

A hiperssexualidade pode ser considerada um distúrbio de comportamento que leva o(a) acometido(a) a situações que acabam por interferir na vida pessoal. Geralmente possuem múltiplos(as) parceiros(as), estão mais sujeitos às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) pela multiplicidade destes e até mesmo por  muitas vezes se descuidarem com a proteção no ato sexual. Também podem ter o seu dia-a-dia comprometido em qualidade, pois pode interferir nas atividades profissionais e familiares. Há uma maior tendência à desestabilização dos relacionamentos.

O indivíduo acometido por essa condição preza tanto o prazer sexual, que é capaz de abandonar responsabilidades como ganhar a vida trabalhando, relacionamento familiar e social. Costuma gastar muito dinheiro com pornografia. Muitos reconhecem o problema e acabam se sentindo envergonhados, deprimidos, estressados, culpados com esse tipo de comportamento. Eles sentem muita necessidade de praticar o sexo e não conseguem controlar esse impulso.

Hiperssexualidade não tem uma classificação exata, podendo se parecer como um vício e muitas vezes a pessoa afetada por essa condição, só conseguirá se livrar desse comportamento com o auxílio de um Psiquiatra.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Será que o sexo interfere no risco para câncer de próstata?

 

Será que o hábito sexual do homem interfere no risco dele para ter câncer na próstata? Trabalhos realizados desde 2018 parecem evidenciar que sim. Dados como quanto mais cedo for o início da atividade sexual do homem , a quantidade de parceiros que ele tiver e o ritmo de ejaculação, seja pelo ato sexual ou pela masturbação, têm repercussão na taxa de câncer de próstata. Vamos ao que parece ocorrer:

1) Homens que têm poucos parceiros sexuais, apresentam menor diagnóstico de câncer de próstata. O risco aumenta em 1 ponto a cada 10 parceiros diferentes que ele tenha.

2) Homens que tiveram a primeira relação sexual mais tarde também apresentam menor risco e quanto mais tarde for o início da vida sexual, menor a incidência. Ou seja, homens que tiveram sua primeira relação sexual aos 16 anos têm mais risco para ter o câncer de próstata do que os que começaram aos 21 anos. Acredita-se que quanto maior for o número de parceiros, maior a chance de adquirir uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), que sabe-se que é um fator agressivo à próstata.

3) Quanto maior o for o ritmo de ejaculação, maior o benefício. A eliminação mais frequente do sêmen ajuda a colocar para fora, substâncias que ficariam retidas na próstata mais tempo e que poderiam gerar agressão ao tecido do órgão. 

Todos esses dados precisam de mais estudos para se ter uma maior certeza. Sabemos que hábitos interferem no risco para o aparecimento do câncer de próstata, além dos fatores hereditários, que estão fora do controle do homem. Hábitos que devem ser adotados para minimizar o risco de se ter um câncer na próstata:

A) Dieta equilibrada.

B) Controlar o excesso de peso.

C) Atividade física regular.

D) Parar de fumar.

E) Praticar sexo seguro, objetivando diminuir os risos para de se contrair DST.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Remédio para ereção e câncer de pele.

Até recentemente havia a suspeita de que o uso de comprimidos para tratar déficit de ereção, como sildenafila, tadalafila, vardenafila, fosse uma possível forma de predispor o aparecimento do melanoma (um tipo de câncer de pele). Foi estabelecida uma relação onde homens que tinham melanoma,  costumavam usar mais esses medicamentos do que homens que não os usavam.

Mas como essa relação não necessariamente significava que esse tipo terapia levava ao aparecimento do câncer, uma vez que homens que faziam mais uso dessa terapia não necessariamente tinham com maior frequência a doença, mais estudos foram realizados e se chegou à conclusão que homens que têm condições de adquirir os tipos de medicamentos citados no parágrafo anterior, são: homens com maior poder aquisitivo, logo:


1) têm mais hábitos de lazer e hobbies que os expõem mais aos raios solares.

2) costumam frequentar mais médicos de forma preventiva e assim têm uma maior chance de ter o diagnóstico efetuado, principalmente nas formas mais iniciais.

Sendo assim, não se tem comprovado essa relação entre terapia com sildenafila (Viagra), tadalafila (Cialis), vardenafila (Levitra) e o aparecimento de melanoma. Previna-se contra o câncer de pele usando filtros com fator de proteção acima de 15 com regularidade, evite exposição ao sol no meio do dia (quando os raios solares são mais fortes), procure se proteger com chapéu/boné e óculos escuros. Na presença de uma lesão na pele suspeita, procure um dermatologista para uma melhor avaliação.