"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Dor de cabeça ao fazer sexo.

Dor de cabeça por sexo, são crises de dor desencadeadas no ato sexual com penetração anal e/ou vaginal, no sexo oral e no ato de masturbação. Normalmente não têm causa preocupante, são benignas e podem requerer uma avaliação médica.

Não se tem uma causa certa para que as dores de cabeça ocorram, mas uma possibilidade é que sejam causadas pela dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro, que ocorrem durante a excitação no ato sexual.

Elas podem ir aparecendo aos poucos ou serem súbitas na hora do orgasmo. Podem durar apenas alguns minutos, horas ou dias. Podem ser esporádicas, mais frequentes ou até mesmo sempre que houver um orgasmo.

Ocorrem com maior frequência nos homens do que nas mulheres.

Como disse no início dessa postagem, tendem a ser benignas. Porém é aconselhável fazer uma avaliação médica, para descartar possíveis acidentes vasculares (derrame, no dito popular) com exames como tomografia e ressonância magnética da cabeça.

No caso das dores de cabeça serem muito frequentes e nada de sério ser diagnosticado, pode ser necessário um tratamento preventivo para eliminar o aparecimento deste incômodo.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Ereções dolorosas durante o sono.

Ereções que se manifestam enquanto o homem dorme são frequentes, mas serem acompanhadas de dor forte é muito raro. E isso não significa que as dores aparecerão também nas ereções dos atos sexuais e/ou masturbação

Não há uma causa que explique o quadro, mas dificuldade para o relaxamento dos músculos(*) do baixo ventre e região perineal enquanto o homem dorme, pode ser um dos fatores. Não parece haver relação com impotência sexual ou níveis de testosterona no sangue ou qualquer outro tipo de doença pré-existente.

As ereções dolorosas noturnas prejudicam a qualidade do sono e podem levar aos distúrbios da privação do sono como ansiedade, fadiga, e irritabilidade. Podem ocorrer mais de uma vez na mesma noite e podem durar até mesmo uma hora.

O quadro é raro, de difícil tratamento. Não existe um tratamento padrão, mas movimentar-se ao acordar, manipular o pênis tentando o relaxamento, urinar, são medidas que podem contribuir para o alívio. Tudo indica que medidas que visem um relaxamento da musculatura citada mais acima(*), como o relaxante muscular baclofeno, podem trazer alívio, mas somente a curto prazo. 

Se você sofre desse mal, fique sabendo que o quadro é raro entre homens e oriento-o a passar por uma avaliação urológica.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Qual o tempo de um ato sexual.

Não existe uma regra que diga quanto tempo dura um ato sexual, mas há trabalhos que, baseados nas informações fornecidas por casais heterossexuais, definem um tempo médio entre a penetração do pênis e o orgasmo. A duração de um ato sexual varia de casal para casal e depende de algumas situações, como por exemplo: 

1) Preferências: enquanto alguns preferem atos mais rápidos, outros preferem os mais lentos.

2) Circunstâncias: casais jovens, muito atarefados podem preferir atos sexuais mais rápidos e quando em ambientes relaxados, podem permanecer o dia todo numa cama.

3) Idade e saúde: com o envelhecimento, homens podem necessitar de mais tempo para se excitar e para atingir o orgasmo.

4) Definição do "ato sexual": se um casal define que o ato sexual é enquanto há a penetração, sexo então dura poucos minutos. Mas no caso de serem consideradas as preliminares (beijos, sexo oral, toques, etc...), o ato sexual dura muito mais.

Mas voltando ao início dessa postagem, definindo-se que o tempo do ato sexual é desde o início da penetração até o orgasmo, após estudo de 500 casais heterossexuais, chegou-se à informação de que um ato sexual dura em média 5,4 minutos.

Mas o importante é que cada casal encontre o seu tempo para o ato sexual, não necessariamente tendo que ser sempre o mesmo, e que ao final ambos se sintam satisfeitos.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Gays e casamento sem sexo.

Hoje a postagem vai tocar num assunto delicado, mas muito comum. E não é apenas no casamento entre homens, acredito que aconteça também no casamento entre mulheres e no casamento heterossexual. Como o blog é voltado para o homem gay, vai ser para esse casal que a postagem estará direcionada.

Já citei nesse blog várias vezes o quanto é importante a novidade para um homem, independente da orientação sexual, para que a libido se mantenha acesa. Novos parceiros são capazes de fazer um homem revigorar-se de uma tal forma que os impressiona. E no casamento, quando a fidelidade existe, a novidade vai acabando e, consequentemente, o ritmo sexual tende a diminuir.

E isso é um problema sem solução? Do meu ponto de vista e com a minha experiência em atender casais gays masculinos, não é um problema. Aliás, é muito frequente eu encontrar casais gays masculinos numa união já de anos, normalmente uns 05 anos já é suficiente, que já não existe sexo entre eles.

Os casais se mantêm unidos pela lealdade, pelo companheirismo, pelo amor e por um entrelaçamento de experiências riquíssimas. Alguns evoluem para um relacionamento aberto, outros trazem um terceiro companheiro para a vida conjugal, fixo ou não, e muitos permanecem sem sexo mesmo.

Mas em todos percebo que há uma união muito forte, que faz com que a vida sexual evolua por um outro caminho e que cada casal encontra a seu rumo. E se mantêm unidos. Então, caso o seu casamento venha passando por uma queda do ritmo sexual, ou até mesmo pela ausência dele, saiba que isso é uma realidade que constato no dia a dia da minha profissão. E te encorajo a encontrar, junto com o seu companheiro, uma rota alternativa. Não perca um companheiro de vida pelo fato do sexo estar diminuindo ou acabando. Pense no que estou escrevendo. Conheço casais que estão unidos há mais de 30 anos e todos eles relatam essas dificuldades e suas diversas soluções para essa situação.