"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

NOVEMBRO AZUL! Prevenção do câncer de próstata.

Novembro é o mês de se fazer a campanha do câncer de próstata e você, homem, deve avaliar se já não é o caso de procurar um urologista, para fazer os exames preventivos que podem diagnosticar um câncer na próstata, que está lá quieto, silencioso.

Como já foi comentado neste blog em postagens anteriores, o homem gay por na maioria dos casos ter vários parceiros sexuais, e portanto mais exposto às Doenças Sexualmente Transmissíveis, está mais sujeito a apresentar um câncer na próstata.

Quem deve procurar um urologista?

1) Homens afrodescendentes acima dos 45 anos, já que nesse grupo a incidência da doença é mais frequente.

2) Homens acima dos 45 anos com histórico de câncer de próstata na família (pai, avô, irmãos, tios). Homens obesos, uma vez que a obesidade aumenta o risco para se ter câncer na próstata.

3) Homens sem antecedentes familiares e que não participam das situações citadas acima, após os 50 anos.

O que será feito?

Primeiro o urologista irá conversar com você, objetivando colher dados que possam já fazê-lo suspeitar da possibilidade do câncer estar presente. Irá perguntar sobre os seus hábitos de micção, avaliar a qualidade do jato de urina que você apresenta ao urinar e tentar descobrir algum antecedente de doença urológica.

Depois o urologista fará o exame físico e é nesse momento que ocorrerá o exame de próstata, através do toque retal, com a introdução do dedo pelo ânus.

E por último ele avaliará, e provavelmente solicitará, exames complementares: ultrassonografias, exames de sangue (PSA- Prostatic Specific Antigen), de urina e eventualmente uma Ressonância Magnética da próstata.



Ao final da consulta, nós urologistas na maioria das vezes já temos noção se é um caso suspeito, ou não, de câncer na próstata. Mas serão os exames complementares que permitirão nos orientar sobre o diagnóstico final. Então, não deixe de retornar em consulta com os exames, mesmo que você considere que os resultados foram normais (hoje em dia a maioria dos pacientes tem acesso aos resultados dos exames antes mesmo dos médicos).

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Tireoide e disfunção sexual: saiba mais.

A tireoide é uma glândula que tem um formato parecido a de uma borboleta e que fica no pescoço, na frente da garganta. Essa glândula pode apresentar disfunções que causam impacto na vida de um ser humano, inclusive no ato sexual.
Hipotiroidismo é quando a glândula produz menos hormônio do que deveria e hipertireoidismo é quando produz demais.

Homens com doença na tireoide podem ser afetados da seguinte forma:

1) Demora para ejacular, conhecida como ejaculação retardada, quando há uma diminuição na produção dos hormônios (hipotireoidismo)

2) Ejaculação rápida, mais conhecida como ejaculação precoce, quando há uma produção aumentada dos hormônios (hipertireoidismo)

Acredita-se que a desordem na produção dos hormônios da tireoide também possa afetar a produção do hormônio masculino, testosterona, impactando na performance sexual.

Também poderia afetar a produção de outro hormônio, a prolactina, que também está envolvida nos mecanismos do desejo sexual.

Sem contar que a má produção de hormônios pela tireoide pode cursar com queixas de ansiedade, desânimo, depressão e alterações do metabolismo corporal afetando a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos.

Felizmente, o tratamento das condições de hipo e hipertireoidismo, costumam regularizar as queixas relacionadas ao comprometimento do desempenho sexual

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Câncer de próstata e sexo.

Mais pesquisas são necessárias para se saber o motivo, mas sabe-se que há uma relação entre atividade sexual e aparecimento do câncer de próstata. Quanto mais tarde for o inicio da vida sexual do homem, assim quanto menor for o número de parceiros que um homem teve, menor é o risco para o aparecimento do câncer, segundo levantamentos realizados. E sabe-se que a frequência de ejaculações também é uma influência, sendo que ejaculações mais frequentes (2 a 4x/ semana) diminuem o risco para o aparecimento do tumor. Clique aqui e leia mais sobre o assunto.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Menopausa masculina.

Não existe menopausa masculina como a que ocorre na mulher. Mas a partir dos 30 anos, o homem começa a ter uma diminuição na produção do hormônio masculino testosterona. E por esse motivo, que a "menopausa masculina" é mais denominada de síndrome da deficiência de testosterona ou deficiência androgênica ou Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino.

Ao contrário da mulher, a diminuição da produção da testosterona nem sempre leva à esterilidade e mesmo em idade avançada, o homem tende a permanecer fértil e pode assim gerar filhos.

As queixas mais frequentes do homem com deficiência de testosterona, são: queda do libido, dificuldade para a ereção, desânimo e/ou depressão, variação de humor, fadiga, dificuldade para dormir, perda de massa muscular e óssea, crescimento das mamas. Entretanto, nem todos os homens referem essas queixas.

Porém, nem sempre essas queixas são apenas decorrentes da diminuição da produção de testosterona. Situações especiais, como efeito colateral de alguns medicamentos, mal funcionamento da glândula tireoide, apneia do sono, também podem acarretar as mesmas queixas e por isso, diante de tais situações o homem deve ouvir um aconselhamento médico.

No caso da deficiência de testosterona, paralelo ao tratamento para normalizar os níveis (gel tópico, via oral, injetável), mudanças de estilo de vida podem aliviar essa queixas, tais como atividade física, melhorar a qualidade do sono, ingesta de alimentos mais saudáveis, ações que diminuam o estresse e ajuste de medicamentos que possam estar contribuindo para as queixas.

Se você ouvir a expressão "menopausa masculina", esqueça tudo que te remeta à ideia do quadro na mulher, mas tenha ciência de que com o envelhecimento, ocorre diminuição da produção de testosterona e podem aparecer sintomas como os relatados acima.