"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Quando o pênis encolhe.

É muito frequente leitores me perguntarem o porquê do pênis encolher em algumas situações. A última dúvida estava relacionada com a diminuição do tamanho do pênis após este leitor ter pedalado por longas distâncias em sua bicicleta.

Situações que exijam um desvio de energia para órgãos vitais, como coração, cérebro e pulmões, em situações de esforço físico e que requerem maior atenção, fazem com que órgãos diminuam para que o fluxo sanguíneo seja priorizado para esses órgãos indispensáveis à vida.

Essas situações são aquelas de muito frio, atividade esportiva intensa (e nesse caso a situação do leitor que pedala muito), momentos de estresse e ansiedade, quando também há liberação de adrenalina, que contribui mais ainda para a contração dos vasos sanguíneos e pênis. Como o pênis é um órgão que não tem estrutura óssea, é uma "esponja" de sangue, ele diminui de tamanho enquanto for necessário o desvio do sangue para esses órgãos citados acima.

Mas não se preocupem leitores. Normalizada a situação, o pênis volta ao tamanho normal. Aquele desconforto que muitos homens sentem ao se apresentar com um pênis temporariamante menor ao sair do mar, da piscina ou até mesmo de um banho em local coletivo, pode ser minimizada em águas com temperaturas mais elevadas.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Saiba o que pode acontecer no caso de uso excessivo de drogas para ereção.

Há homens que não seguem recomendações médicas e fazem uso próprio de medicamentos para ereção a base de inibidores da fosfodiesterase, como sildenafila (@Viagra), tadalafila (@Cialis), vardenafila (@Levitra), entre outros ainda não disponíveis no Brasil. O uso de dosagem acima do prescrito pode levar a emergências médicas. Deve ser evitado em pacientes que fazem uso de nitrato (geralmente prescrito para tratamento de doença coronariana).

Essas são algumas das emergências:

1) Priapismo: condição causada pelo excesso de fluxo de sangue para o pênis, sem a devida drenagem, que leva a uma ereção prolongada, dolorosa e com inchaço do pênis que exige intervenção médica para ser revertida.

2) Hipotensão arterial: a queda abrupta da pressão arterial é uma possibilidade, vindo acompanhada de tontura, náuseas, sensação de fraqueza, com respiração mais ofegante, visão turva e dificuldade de concentração.

3) Sinais e sintomas como vermelhidão cutânea, urticária, inchaço dos lábios, da língua e da garganta, associado ou não à visão turva e dificuldade para respirar e engolir.

Homens que apresentam qualquer uma das condições acima deve procurar atendimento médico. Se você é um usuário dessas medicações e não está muito satisfeito com o resultado do tratamento, não aumente por conta própria a dosagem. Procure o seu médico e converse com ele sobre alternativas de tratamento.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Um pênis circuncidado pode, ou não, afetar o parceiro sexual.

Hoje escrevo sobre o que observo em relação à atitude do homem gay frente a pênis circuncidados, ou não.

Muitos homens não têm preferência por pênis que possam ou não ter passado pela cirurgia para corrigir uma fimose e que passa a deixar o pênis com a glande constantemente descoberta. Mas quando há preferências, cito abaixo o que me chama a atenção em relação às escolhas:

1) Por pênis circuncidado: estética, melhor higiene (melhor higiene normalmente previne infecções), o que favorece a um melhor sexo oral e menor risco para doenças que o sexo pode transmitir.

2) Por pênis não circuncidados, com excesso de pele (prepúcio): estética, odores que o excesso dessa pele favorece à formação (um excesso de prepúcio pode dificultar a higiene) e porque homens com excesso de prepúcio tendem a fazer penetrações mais delicadas, uma vez que há intensa sensibilidade na glande, o que faz que o trauma anal seja menor e não requer que o homem que penetra, faça movimentos muito rápidos, mais agressivos e intensos, para atingir o orgasmo.

Mas posso garantir que cada casal tem a sua regra. O importante é que cada um exponha o que traz prazer no ato sexual e seguir essas colocações. Homens que têm dificuldade em exteriorizar os prazeres sexuais para seus parceiros, podem se beneficiar de uma terapia de casal. Um sexo mais relaxado sem a necessidade de ficar descobrindo o que um pode gostar ou não, traz tensão ao relacionamento.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Testosterona: normalizar sim, anabolizar não!

Todo homem que passa dos 40 anos começa a apresentar uma diminuição no sangue do hormônio masculino: a testosterona. A diminuição da produção é lenta mas vem acompanhada de algumas mudanças.

Devido a essas mudanças hoje é um consenso que todo homem que envelhece, em algum momento, receberá a indicação de uma terapia com testosterona, objetivando normalizar os níveis desse hormônio no sangue, deixando-os próximos aos valores encontrados na fase entre a adolescência até os 40 anos. Isso se chama normalizar os níveis da testosterona no sangue e objetiva manter as boas condições para as atividades físicas, manter o libido regularizado, ajudar na formação da massa magra, melhorar o humor, manter o bom desempenho sexual, ajudar numa boa qualidade de sono e evitar os desgastes do corpo que o envelhecimento favorece ao aparecimento, como perda óssea, ganho de peso, queda na qualidade da vida sexual.

É importante que ao atingir os 40 anos, todo homem pense em passar por uma avaliação hormonal e iniciar um acompanhamento dos níveis da testosterona, começando a terapia assim que se observar uma tendência de queda na produção.

E terapia com testosterona requer acompanhamento médico para avaliar possíveis efeitos indesejados na próstata, no fígado e na condição cardiológica. A reposição pode ser feita com uso de comprimidos,  aplicação de gel na pele ou injetável por via intramuscular. Uma atividade física regular ajuda muito no processo de regularização.

Não use testosterona sem que seja com esse objetivo, o de normalizar os níveis sanguíneos. O excesso de testosterona no corpo traz malefícios, como esterilidade, doença cardiológica, problemas na próstata e irritabilidade. Esse processo de uso excessivo, chamado de anabolização, visando altos níveis de testosterona no sangue com objetivo de hipertrofiar a musculatura, pode levar à morte. Cuidado.