"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vida sexual real pode ser comprometida pela pornografia on-line.

Recentemente a Folha SP publicou uma matéria muito interessante sobre os efeitos ruins que o vasto conteúdo de material pornográfico exibido pela Web, pode causar na vida sexual do homem, independente da orientação sexual.

Sempre comento com os meus pacientes que me procuram para solucionar problemas de ereção, sobre essa influência negativa da pornografia on-line. Os mais jovens são os mais acometidos, principalmente no início da vida sexual.

Como problemas relacionados à exposição do material pornográfico, cito a queixa muito comum do paciente achar que tem um pênis pequeno, ao se comparar com os atores dos filmes pornográficos. Também a dificuldade para ter uma ereção na hora do ato sexual real, que pode ser diferente do estímulo que a pornografia gera. E pode ser difícil atingir um orgasmo, uma vez que o estímulo que o paciente consegue no pênis através da masturbação, pode ser diferente e até mesmo mais eficiente, que o estímulo provocado pelo ato sexual. Com a mão, o paciente faz a compressão no pênis de uma maneira que mais o excite, faz os movimentos de forma mais rápida ou mais lenta de acordo com o desejo, até atingir o orgasmo.

O acesso ao material pornográfico é cada vez mais facilitado com a disseminação do uso de smartphones e tablets. Some-se a isso a grande variedade de filmes e fotografias, oferecendo continuamente novos estímulos aos pacientes e sabemos que a novidade é um fator muito estimulante à excitação.

O recado é simples: cuidado com a quantidade de vídeos e fotografias de conteúdo pornográfico que você acessa. Fantasiar é bom, mas a realidade é o que conta e no final, é o que vale a pena.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Impotência sexual de origem emocional.

É muito expressiva a quantidade de comentários de leitores expondo suas dificuldades para a ereção peniana e me perguntando como resolver essas questões. E na maioria das vezes são casos de impotência sexual de origem emocional.

E o que é impotência sexual de origem emocional, ou melhor definida como, impotência sexual psicogênica? É a condição do homem que tem o seu organismo normal para apresentar uma ereção, mas que há gatilhos que impedem que ela ocorra ou não se sustente.

Alguns leitores tentam relacionar a tratamentos de Doenças Sexualmente Transmissíveis adquiridas. Muitos com a tensão que envolve o início da prática sexual. E todos sempre comentam que nas masturbações, a ereção é normal. Ou seja, sem o confronto com o que pode atrapalhar, a ereção é normal.

Há opções para ajudar os homens com impotência sexual psicogênica, mas a cura do processo exige uma avaliação e acompanhamento emocional. Nós urologistas oferecemos tratamentos com drogas para manter a ereção (os inibidores de PDE-5, tipo Viagra, Cialis, entre outros), induzir as ereções (normalmente drogas injetáveis no corpo do pênis) e há até mesmo utensílios para serem usados por curto prazo, no máximo 10 minutos, que mantém o pênis rígido, como as bombas de ereção a vácuo.

O importante diante de uma situação como essa, é procurar um urologista, expor as queixas e receber uma orientação adequada ao momento que o paciente vive. Não dá para generalizar um tratamento para todos os homens que passam por essa situação.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Impotência sexual e cirurgia da próstata.

Percebo que muitos homens acreditam que a cirurgia da próstata acarreta a impotência sexual, com perda definitiva das ereções penianas. O motivo desta postagem é mostrar que não é isso que ocorre na maioria das vezes.

Existem dois tipos de doenças da próstata que podem levar à indicação de cirurgia:
1. a doença benigna, mais conhecida como Hipertrogia Benigna da Próstata.
2. A doença maligna, cancerígena, mais acarretada pelo Adenocarcinoma da Próstata.

As cirurgias mais agressivas são as  indicadas para o tratamento do câncer, o adenocarcinoma mais frequentemente. Ao se submeter a essas cirurgias, existe o risco para complicações no pós-operatório como impotência sexual e incontinência urinária, temporárias ou definitivas. Isso porque a próstata precisa ser totalmente retirada e nesse momento, há o risco do cirurgião comprometer os nervos e as estruturas musculares que geram o controle da urina e permitem que as ereções ocorram. 

Já as cirurgias para o crescimento benigno, como só é retirado o que cresceu a mais, não há necessidade da retirada da próstata inteira e assim, o risco para danos das estruturas praticamente inexiste.

Para que essas complicações não aconteçam, é importante escolher um cirurgião experiente, conhecedor de técnicas existentes desde 1982 e apresentadas pelo Urologista americano Patrick Walsh, capazes de preservar no ato da cirurgia, os nervos responsáveis pela ereção e poupá-los de uma lesão intraoperatória.

Existem três vias para a realização dessa cirurgia:

  •  a com incisão abdominal
  •  a laparoscopia (conhecida como a “cirurgia dos furinhos na barriga”)
  •  a robótica (também executada com entrada das pinças robóticas por orifícios abdominais).

A cirurgia que tudo indica será a indicação padrão para o tratamento do câncer de próstata no futuro, embora já seja realizada atualmente em muitos grandes centros, São Paulo inclusive, será a robótica. Mas a laparoscopia, assim como a cirurgia com incisão, ainda são muito executadas. O importante é que o cirurgião tenha experiência com a técnica a ser executada e assim, assegurar bons resultados de cura do câncer, mantendo a continência urinária e a potência sexual.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Os riscos de se ter múltiplos parceiros.

Um leitor me indaga, após ter lido a última postagem deste blog que fala sobre prostatite, se o fato de ele ter um único companheiro, diminui as chances dele ser acometido por uma prostatite.

Evidências científicas apontam para um maior risco para a aquisição de DST (doenças sexualmente transmissíveis), quanto maior forem os parceiros sexuais. Doenças como Síflis, HIV, Clamidia, HPV, Herpes Simplex, Hepatite B tendem a ser mais adquiridas em homens que possuem múltiplos parceiros. O uso de preservativos diminui esse risco, mas como há doenças que se disseminam pelo contato direto com as lesões das doenças (HPV, Herpes, Cancro) que não ficam cobertas pelo preservativo, nem sempre o uso do mesmo impedirá a transmissão da doença. E vale a pena lembrar mais uma vez, que o sexo oral tem sido uma forma comum de disseminação de DST, conforme já citado neste blog antes.

Respondendo à pergunta do leitor, minha opinião é que um parceiro fixo diminui o risco de prostatite, com certeza. Mas se a sua frequência sexual com esse parceiro é intensa, você pode estar mais susceptível ao trauma da próstata quando penetrado por ele, ou estar mais sujeito a contrair as infecções por bactérias que existem na região retal do seu parceiro, caso as relações não sejam com preservativos.