"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

quinta-feira, 20 de abril de 2023

PROSTATITE: UM RISCO MAIOR PARA O HOMEM GAY.

A prostatite é uma condição que acomete a próstata, que poder ser somente inflamatória ou também infecciosa. O órgão aumenta de volume devido à inflamação e tende a comprometer agudamente, a forma de micção do homem. Em casos mais severos pode ocorrer febre e até mesmo impossibilidade de urinar. Dor abdominal e na região dos genitais costumam acontecer também.

É uma condição mais frequente no homem adulto, mas não é impossível que acometa um jovem. Normalmente as formas mais comuns dos agentes que causam a infeção atingirem a próstata, é via canal urinário. Mas a contaminação também pode ser sistêmica (pelo sangue, ou por contiguidade).

E porque o homem gay tem um maior risco para apresentar prostatite? Pelo hábito da relação sexual com penetração anal. 

1) Quando é penetrado, pode haver trauma da próstata pelo pênis do parceiro e causar uma prostatite inflamatória. É muito comum escutar como queixa, um homem gay se consultar para saber o porquê do esperma ter se apresentado com sangue, após ter sido penetrado pelo parceiro. 

2) Quando penetra o ânus do parceiro sem preservativo. A região do reto é contaminada e as bactérias que se encontram nessa área, são nocivas ao aparelho urinário. Podem progredir pelo canal urinário e atingir a próstata e quando encontram situação favorável para a contaminação, causam a prostatite infecciosa.

O tratamento da prostatite pode ser simples ou mais complicado. Muitas vezes um antibiótico por no mínimo 02 semanas é suficiente. Para melhorar os sintomas da inflamação (dor abdominal, ardor urinário, frequência miccional intensa), os anti-inflamatórios podem ser úteis. Em casos mais extremos, em que a micção se torna impossível, pode ser necessário a passagem de um cateter na bexiga. Não é frequente, mas se a condição infecciosa for severa, pode ser recomendado uma internação hospitalar.

quarta-feira, 12 de abril de 2023

COMO O TRATAMENTO DO CÂNCER DE PRÓSTATA PODE AFETAR A VIDA SEXUAL DO HOMEM GAY.

Impotência sexual, queda do libido, problemas com o orgasmo, alteração na ejaculação, são ocorrências frequentes após um tratamento de câncer na próstata. Parece que esses problemas afetam de forma diferente homens gays e heterossexuais.

A relação com penetração anal exige que haja uma boa rigidez peniana do ativo. O impacto na qualidade da ereção vai comprometer o ato sexual.  Se o homem ativo do casal, quando há essa divisão, não consegue ter uma boa ereção, ele talvez tenha que passar a ser o passivo e nem sempre essa mudança é confortável para o casal.

Homens passivos também podem passar a ter problemas decorrentes de um tratamento com radioterapia, que pode causar lesões no ânus e gerar dores fortes na região durante a penetração, muitas vezes impedindo o ato sexual. E muitas vezes a retirada da próstata por uma cirurgia, pode comprometer o prazer sexual do homem passivo.

Homens gays com impotência sexual e dor anal podem ter a vida sexual totalmente comprometida, quando o ato de penetração é importante. Mas sabemos que há muitos casais que se relacionam, sem penetração, atendo-se ao sexo oral e à masturbação. Nesse caso, desordens de ejaculação podem ser um problema quando para um parceiro, é importante  ver a ejaculação ocorrer e num tratamento de câncer de próstata, o homem pode parar de eliminar esperma ao ter o orgasmo.

A qualidade do orgasmo também pode mudar, muitas vezes se tornando menos prazerosa, mais difícil de ser atingida e algumas vezes acompanhada do escape de urina.

Todos esse possíveis problemas citados, podem ter um impacto emocional sobre a vida sexual do homem que foi submetido ao tratamento do câncer de próstata. Ansiedade, depressão, baixa auto-estima vão contribuir para uma piora no desempenho sexual. Sem contar que muitos homens gays não se sentem confortáveis em expor a sua sexualidade para os seus médicos, o que piora mais ainda.

É importante que homens afetados por essas situações procurem ajuda, uma vez que avaliação emocional e tratamentos médicos, podem ajudar o homem a contornar essas situações e trazer de volta uma vida sexual adequada ao novo estado de saúde.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

ENGORDAR DIMINUI A TESTOSTERONA.

 Já é provado que 40% dos homens obesos possui níveis mais baixos de testosterona no sangue, o que acaba comprometendo a libido, a fertilidade, o desempenho sexual, o ânimo, leva à fadiga e à perda de massa muscular. Quando o homem também é diabético, o percentual é de 50%. Quanto mais gordo o homem for, mais baixos serão os níveis de testosterona.

Todo homem tem uma parte da produção de testosterona transformada em estrogênio, um hormônio importante na formação dos ossos do corpo. Essa transformação acontece no interior de células gordurosas, portanto quanto maior for o número dessas células, mais testosterona será convertida em estrogênio, um hormônio feminino, que leva ao aparecimento no corpo masculino de contornos como mamas e cintura.

A perda de peso com certeza minimiza esse impacto. A obesidade está cada vez mais evidente na população e reeducação alimentar, como a prática de atividade física, são atitudes muito importantes na reversão da obesidade.


quarta-feira, 29 de março de 2023

IMPOTÊNCIA SEXUAL E CÂNCER DE PRÓSTATA.

O Câncer de próstata costuma ser associado à impotência sexual. Realmente, alguns tratamentos para este tipo de câncer, como cirurgia e radioterapia, podem ter como complicação, disfunção erétil temporária ou permanente. Não existe uma ideia correta se a disfunção erétil pode elevar o risco para o aparecimento do câncer na próstata. Um estudo recente tentou estabelecer um vínculo entre a disfunção erétil e o maior risco para desenvolver câncer na próstata. Após a aplicação de metodologia exigida a todo estudo científico, constatou-se um aumento de 1,62 no risco para o aparecimento do câncer de próstata em homens que relataram disfunção erétil. E homens com disfunção erétil também apresentaram níveis de PSA no sangue mais elevados (o PSA aumenta em homens com câncer na próstata. Mais estudos são necessários para se estabelecer uma relação de causa e efeito, mas cientistas imaginam que alguns outros dados podem também influenciar o aumento do câncer de próstata, uma vez que coisas que podem levar ao aparecimento do câncer, também contribuem para o aparecimento da disfunção erétil. São elas: tabagismo, obesidade, sedentarismo, idade elevada. Ou seja, coisas que contribuem para as duas situações: câncer e disfunção erétil. Outra coisa que também pode ser associada ao aumento no risco de câncer de próstata é o histórico sexual do paciente. Sabemos que quanto mais jovem o homem inicia a vida sexual, quanto maior for o número de parceiros sexuais e quanto maior for o histórico de infecções sexuais transmissíveis (IST), maior é o risco para o aparecimento do câncer na próstata. Então homens que apresentam histórico de disfunção erétil e que também têm os dados que acabamos de citar, têm maior risco para o câncer de próstata, sem relação com a diminuição da atividade sexual. Outra coisa que contribui para a diminuição do risco de câncer de próstata é a frequência de ejaculações na fase adulta, que quanto maior for, menor o risco. Então homens adultos com menor frequência de ejaculação devido à impotência sexual, também podem apresentar maior risco para o câncer. Mais estudos são necessários para termos certeza sobre as informações citadas, mas são análises que podem levar às conclusões necessárias e que todo profissional de saúde deve ter conhecimento.