É difícil encontrar um homem gay que não conheça alguém que use anabolizantes para aumento da massa muscular. Ou até mesmo os utilize.
Pois então saiba e divulgue que o FDA, uma agência reguladora de produtos nos Estados Unidos, tem alertado as empresas que fabricam e distribuem medicamentos a base de testosterona neste país, a colocar nos rótulos um alerta, informando sobre a confirmação que o uso deste medicamento aumenta a formação de coágulos nos vasos sanguíneos. E esses coágulos podem dificultar, até mesmo impedir, a chegada do sangue em órgãos vitais como o coração e o cérebro. Aí, já viu a complicação.
Embora cientistas tenham rebatido que isso só ocorre em indivíduos que têm essa predisposição a uma maior formação de coágulos, já há casos documentados em que essa situação, não existia.
O recado é o seguinte: EVITE ANABOLIZANTES SEM ORIENTAÇÃO E SEM ACOMPANHAMENTO MÉDICO. Para que serve um corpão debaixo da terra?
Este blog destina-se ao homem gay e tem como objetivo, responder às muitas dúvidas que homens gays têm em relação às doenças sexualmente transmissíveis, às doenças da próstata, aos riscos do sexo entre homens e tudo que se relaciona ao trato genital masculino. Os posts serão respostas às perguntas que frequentemene recebo de meus pacientes e leitores.
"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
O câncer de próstata nos pênis "uncuts".
Pois é, parece que o estado do seu pênis pode influenciar, ou não, no aparecimento de um câncer na próstata.
Numa pesquisa que teve seus dados recentemente publicados num famoso jornal de urologia, o BJU International, divulgou-se que os homens que passaram pela cirurgia para a retirada do excesso de pele (o prepúcio) do pênis, tiveram uma redução em 45% do risco para o aparecimento de um câncer na próstata. Nos negros esse aumento foi ainda maior: 60%. Inexplicavelmente, esse procedimento cirúrgico não parece influenciar no risco, caso a cirurgia seja realizada até o primeiro ano de vida.
Já se sabe que o excesso de pele no pênis, contribui muito para a disseminação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), sendo a AIDS uma delas. Também se sabe que há uma maior contaminação pelo vírus HPV nos homens com o excesso de prepúcio, os "uncuts". E cada vez mais se associa o câncer de próstata a uma origem infecciosa, sendo os vírus os mais suspeitos.
Então, como você recebe essa notícia, caso seja maior de 35 anos e seja um "uncut"? E você que é um "cut", porém já faz algum tempo? Fique calmo: continue se prevenindo das infecções e das DSTs e tudo ficará bem.
Numa pesquisa que teve seus dados recentemente publicados num famoso jornal de urologia, o BJU International, divulgou-se que os homens que passaram pela cirurgia para a retirada do excesso de pele (o prepúcio) do pênis, tiveram uma redução em 45% do risco para o aparecimento de um câncer na próstata. Nos negros esse aumento foi ainda maior: 60%. Inexplicavelmente, esse procedimento cirúrgico não parece influenciar no risco, caso a cirurgia seja realizada até o primeiro ano de vida.
Já se sabe que o excesso de pele no pênis, contribui muito para a disseminação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), sendo a AIDS uma delas. Também se sabe que há uma maior contaminação pelo vírus HPV nos homens com o excesso de prepúcio, os "uncuts". E cada vez mais se associa o câncer de próstata a uma origem infecciosa, sendo os vírus os mais suspeitos.
Então, como você recebe essa notícia, caso seja maior de 35 anos e seja um "uncut"? E você que é um "cut", porém já faz algum tempo? Fique calmo: continue se prevenindo das infecções e das DSTs e tudo ficará bem.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Abordagem para as dificuldades de ejaculação, chamada de "Ejaculação Retardada".
Muitos leitores têm feito perguntas a respeito deste assunto, que é a ejaculação retardada, uma situação em que homens não conseguem atingir o orgasmo no ato sexual, embora mantenham prolongadamente a ereção. Acredita-se que o percentual de homens que enfrente esse problema seja pequeno, 2% a 6%.
Além de muitas vezes causar danos físicos com o atrito prolongado do pênis (lembre-se de repetir a lubrificação do pênis mais vezes), pode causar danos emocionais ao relacionamento, afetando a autoconfiança de um e/ou de ambos parceiros.
Na maioria das vezes as causas que levam os homens a enfrentar esse problema tem origem emocional. O consumo de bebidas alcoólicas em excesso antes do ato sexual também pode contribuir, assim como o estresse crônico. Mas sabemos também que há causas orgânicas e terapias com alguns medicamentos como causa desse distúrbio.
Drogas utilizadas para o tratamento da depressão apresentam como efeito colateral, retardo ou até mesmo bloqueio da ejaculação. Tanto que muitas vezes são indicadas no tratamento da situação oposta, que é a ejaculação precoce. Nesse grupo temos os inibidores de recaptação da serotonina como fluoxetina, paroxetina e dapoxetina.
Os medicamentos indicados para melhor atingir e a sustentar a ereção também têm papel importante neste assunto. Sildenafila, vardenafila, tadalafila são as mais utilizadas, mas as injetáveis (papaverina, prostaglandina entre outras) também causam esse efeito.
Mas o fator emocional é sempre o mais frequente. É comum o homem se sentir constrangido ou inibido diante de um parceiro e pode apresentar dificuldade para ter o orgasmo. E quanto mais ele demorar a vir, o orgasmo, pior vai ficando.
Acredita-se que a masturbação seja um dos grandes responsáveis para o aparecimento da ejaculação retardada, uma vez que nesse momento o homem se toca e imprime a pressão desejada sobre o seu pênis, que durante a penetração não se repete e daí a dificuldade para atingir o orgasmo. A velocidade do movimento da masturbação também pode ser diferente da do ato sexual e temos mais um problema.
A ejaculação retardada também pode ser decorrente do abuso de drogas e álcool e como consequência de doenças, como o Diabetes, distúrbios hormonais e doenças neurológicas como Esclerose Múltipla. O envelhecimento natural do homem também contribui.
Um tratamento que pode trazer benefícios é a terapia com ocitocina intranasal, aplicada uma hora antes do ato sexual. A ocitocina está relacionada com a melhora do humor e pode contribuir facilitando para que o orgasmo aconteça, principalmente se há um fator emocional contribuindo. A droga geralmente é obtida por manipulação farmacêutica (leia post publicado no blog Cid Zauli http://www.cidzauli.blogspot.com.br/2013/06/ocitocina-droga-que-poderevolucionar-o.html) e a maioria das clínicas de urologia tem um laboratório parceiro que pode manipular a ocitocina para seus pacientes.
Recentemente foram publicados estudos falando também sobre os resultados positivos na terapia a base de ioimbina, droga que no passado foi muito utiliazada para o tratamento das dificuldades de ereção. Hoje, esse é o primeiro passo para a terapia das dificuldades para ejaculação e a que demonstra melhores resultados.
E também temos as drogas utilizadas para tratamento da ansiedade, como a bupropiona e a buspirona, mas que a compra exige receitas médicas controladas.
O importante é que seja sempre consultado um urologista para ver o que pode estar contribuindo para o quadro e às vezes, uma abordagem multidisciplinar pode ser necessária.
Além de muitas vezes causar danos físicos com o atrito prolongado do pênis (lembre-se de repetir a lubrificação do pênis mais vezes), pode causar danos emocionais ao relacionamento, afetando a autoconfiança de um e/ou de ambos parceiros.
Na maioria das vezes as causas que levam os homens a enfrentar esse problema tem origem emocional. O consumo de bebidas alcoólicas em excesso antes do ato sexual também pode contribuir, assim como o estresse crônico. Mas sabemos também que há causas orgânicas e terapias com alguns medicamentos como causa desse distúrbio.
Drogas utilizadas para o tratamento da depressão apresentam como efeito colateral, retardo ou até mesmo bloqueio da ejaculação. Tanto que muitas vezes são indicadas no tratamento da situação oposta, que é a ejaculação precoce. Nesse grupo temos os inibidores de recaptação da serotonina como fluoxetina, paroxetina e dapoxetina.
Os medicamentos indicados para melhor atingir e a sustentar a ereção também têm papel importante neste assunto. Sildenafila, vardenafila, tadalafila são as mais utilizadas, mas as injetáveis (papaverina, prostaglandina entre outras) também causam esse efeito.
Mas o fator emocional é sempre o mais frequente. É comum o homem se sentir constrangido ou inibido diante de um parceiro e pode apresentar dificuldade para ter o orgasmo. E quanto mais ele demorar a vir, o orgasmo, pior vai ficando.
Acredita-se que a masturbação seja um dos grandes responsáveis para o aparecimento da ejaculação retardada, uma vez que nesse momento o homem se toca e imprime a pressão desejada sobre o seu pênis, que durante a penetração não se repete e daí a dificuldade para atingir o orgasmo. A velocidade do movimento da masturbação também pode ser diferente da do ato sexual e temos mais um problema.
A ejaculação retardada também pode ser decorrente do abuso de drogas e álcool e como consequência de doenças, como o Diabetes, distúrbios hormonais e doenças neurológicas como Esclerose Múltipla. O envelhecimento natural do homem também contribui.
Um tratamento que pode trazer benefícios é a terapia com ocitocina intranasal, aplicada uma hora antes do ato sexual. A ocitocina está relacionada com a melhora do humor e pode contribuir facilitando para que o orgasmo aconteça, principalmente se há um fator emocional contribuindo. A droga geralmente é obtida por manipulação farmacêutica (leia post publicado no blog Cid Zauli http://www.cidzauli.blogspot.com.br/2013/06/ocitocina-droga-que-poderevolucionar-o.html) e a maioria das clínicas de urologia tem um laboratório parceiro que pode manipular a ocitocina para seus pacientes.
Recentemente foram publicados estudos falando também sobre os resultados positivos na terapia a base de ioimbina, droga que no passado foi muito utiliazada para o tratamento das dificuldades de ereção. Hoje, esse é o primeiro passo para a terapia das dificuldades para ejaculação e a que demonstra melhores resultados.
E também temos as drogas utilizadas para tratamento da ansiedade, como a bupropiona e a buspirona, mas que a compra exige receitas médicas controladas.
O importante é que seja sempre consultado um urologista para ver o que pode estar contribuindo para o quadro e às vezes, uma abordagem multidisciplinar pode ser necessária.
terça-feira, 18 de março de 2014
Estados Unidos informa a detecção da transmissão do vírus HIV pela primeira vez, entre mulheres num relacionamento homossexual.
Embora esse site quando fale de sexo esteja se dirigindo ao homemgay, não podemos deixar de informar que os Estados Unidos acabam de confirmar o primeiro caso de transmissão do vírus HIV através do contato sexual num casal homossexual de mulheres.
Uma mulher de 46 anos teve o diagnóstico confirmado em 2012. O vírus dessa mulher era virtualmente idêntico ao vírus encontrado na parceira dela, que tinha suspendido o tratamento com os antirretrovirais desde 2008. Essa mulher tinha tido nos últimos 5 anos antes do diagnóstico, três outras parceiras diferentes e nega ter se submetido a situações de risco para a contaminação pelo vírus HIV, como realização de tatuagens, transfusão sanguínea, transplantes ou acupuntura.
As mulheres confirmaram sempre terem feito sexo sem proteção e que costumavam utilizar brinquedos e consolos para animar o ato sexual, às vezes de forma tão violenta, a ponto de provocar sangramento genital.
Cientistas e infectologistas afirmam que esta é uma forma muito rara de transmissão do vírus HIV, mas de agora em diante, há uma nova e importante mensagem sobre uma outra forma possível de contágio.
Leia uma das matérias publicadas pela imprensa e divulgada pel Huffington Post:
http://www.huffingtonpost.com/2014/03/13/female-to-female-hiv-transmission_n_4959332.html
Uma mulher de 46 anos teve o diagnóstico confirmado em 2012. O vírus dessa mulher era virtualmente idêntico ao vírus encontrado na parceira dela, que tinha suspendido o tratamento com os antirretrovirais desde 2008. Essa mulher tinha tido nos últimos 5 anos antes do diagnóstico, três outras parceiras diferentes e nega ter se submetido a situações de risco para a contaminação pelo vírus HIV, como realização de tatuagens, transfusão sanguínea, transplantes ou acupuntura.
As mulheres confirmaram sempre terem feito sexo sem proteção e que costumavam utilizar brinquedos e consolos para animar o ato sexual, às vezes de forma tão violenta, a ponto de provocar sangramento genital.
Cientistas e infectologistas afirmam que esta é uma forma muito rara de transmissão do vírus HIV, mas de agora em diante, há uma nova e importante mensagem sobre uma outra forma possível de contágio.
Leia uma das matérias publicadas pela imprensa e divulgada pel Huffington Post:
http://www.huffingtonpost.com/2014/03/13/female-to-female-hiv-transmission_n_4959332.html
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