"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Impotência sexual de origem emocional.

É muito expressiva a quantidade de comentários de leitores expondo suas dificuldades para a ereção peniana e me perguntando como resolver essas questões. E na maioria das vezes são casos de impotência sexual de origem emocional.

E o que é impotência sexual de origem emocional, ou melhor definida como, impotência sexual psicogênica? É a condição do homem que tem o seu organismo normal para apresentar uma ereção, mas que há gatilhos que impedem que ela ocorra ou não se sustente.

Alguns leitores tentam relacionar a tratamentos de Doenças Sexualmente Transmissíveis adquiridas. Muitos com a tensão que envolve o início da prática sexual. E todos sempre comentam que nas masturbações, a ereção é normal. Ou seja, sem o confronto com o que pode atrapalhar, a ereção é normal.

Há opções para ajudar os homens com impotência sexual psicogênica, mas a cura do processo exige uma avaliação e acompanhamento emocional. Nós urologistas oferecemos tratamentos com drogas para manter a ereção (os inibidores de PDE-5, tipo Viagra, Cialis, entre outros), induzir as ereções (normalmente drogas injetáveis no corpo do pênis) e há até mesmo utensílios para serem usados por curto prazo, no máximo 10 minutos, que mantém o pênis rígido, como as bombas de ereção a vácuo.

O importante diante de uma situação como essa, é procurar um urologista, expor as queixas e receber uma orientação adequada ao momento que o paciente vive. Não dá para generalizar um tratamento para todos os homens que passam por essa situação.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Impotência sexual e cirurgia da próstata.

Percebo que muitos homens acreditam que a cirurgia da próstata acarreta a impotência sexual, com perda definitiva das ereções penianas. O motivo desta postagem é mostrar que não é isso que ocorre na maioria das vezes.

Existem dois tipos de doenças da próstata que podem levar à indicação de cirurgia:
1. a doença benigna, mais conhecida como Hipertrogia Benigna da Próstata.
2. A doença maligna, cancerígena, mais acarretada pelo Adenocarcinoma da Próstata.

As cirurgias mais agressivas são as  indicadas para o tratamento do câncer, o adenocarcinoma mais frequentemente. Ao se submeter a essas cirurgias, existe o risco para complicações no pós-operatório como impotência sexual e incontinência urinária, temporárias ou definitivas. Isso porque a próstata precisa ser totalmente retirada e nesse momento, há o risco do cirurgião comprometer os nervos e as estruturas musculares que geram o controle da urina e permitem que as ereções ocorram. 

Já as cirurgias para o crescimento benigno, como só é retirado o que cresceu a mais, não há necessidade da retirada da próstata inteira e assim, o risco para danos das estruturas praticamente inexiste.

Para que essas complicações não aconteçam, é importante escolher um cirurgião experiente, conhecedor de técnicas existentes desde 1982 e apresentadas pelo Urologista americano Patrick Walsh, capazes de preservar no ato da cirurgia, os nervos responsáveis pela ereção e poupá-los de uma lesão intraoperatória.

Existem três vias para a realização dessa cirurgia:

  •  a com incisão abdominal
  •  a laparoscopia (conhecida como a “cirurgia dos furinhos na barriga”)
  •  a robótica (também executada com entrada das pinças robóticas por orifícios abdominais).

A cirurgia que tudo indica será a indicação padrão para o tratamento do câncer de próstata no futuro, embora já seja realizada atualmente em muitos grandes centros, São Paulo inclusive, será a robótica. Mas a laparoscopia, assim como a cirurgia com incisão, ainda são muito executadas. O importante é que o cirurgião tenha experiência com a técnica a ser executada e assim, assegurar bons resultados de cura do câncer, mantendo a continência urinária e a potência sexual.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Os riscos de se ter múltiplos parceiros.

Um leitor me indaga, após ter lido a última postagem deste blog que fala sobre prostatite, se o fato de ele ter um único companheiro, diminui as chances dele ser acometido por uma prostatite.

Evidências científicas apontam para um maior risco para a aquisição de DST (doenças sexualmente transmissíveis), quanto maior forem os parceiros sexuais. Doenças como Síflis, HIV, Clamidia, HPV, Herpes Simplex, Hepatite B tendem a ser mais adquiridas em homens que possuem múltiplos parceiros. O uso de preservativos diminui esse risco, mas como há doenças que se disseminam pelo contato direto com as lesões das doenças (HPV, Herpes, Cancro) que não ficam cobertas pelo preservativo, nem sempre o uso do mesmo impedirá a transmissão da doença. E vale a pena lembrar mais uma vez, que o sexo oral tem sido uma forma comum de disseminação de DST, conforme já citado neste blog antes.

Respondendo à pergunta do leitor, minha opinião é que um parceiro fixo diminui o risco de prostatite, com certeza. Mas se a sua frequência sexual com esse parceiro é intensa, você pode estar mais susceptível ao trauma da próstata quando penetrado por ele, ou estar mais sujeito a contrair as infecções por bactérias que existem na região retal do seu parceiro, caso as relações não sejam com preservativos.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Exame de toque da próstata: entenda o motivo de fazê-lo.

O exame de toque retal para avaliar a próstata é indispensável à uma boa avaliação do órgão. Muitos homens gays acreditam que o homem não precisa mais realizá-lo, devido ao aparecimento de exames mais especializados, como os de Ressonância Magnética e de sangue para a dosagem do PSA. São exames importantes, com certeza, mas são complementares ao exame físico (o exame de toque retal)

A importância do exame é que ele permite que o seu médico utilize-se de uma percepção sensorial do dedo dele: o tato. Quando queremos saber se algo é áspero ou liso, não passamos a mão para sentir? Quando queremos saber se algo é grande ou pequeno, uma forma de saber é tocá-lo. E para avaliar a temperatura, não aproximamos a mão para sentir se há calor?

Nós urologistas utilizamos o nosso tato para avaliar o tamanho da próstata. Para sentir se há alguma irregularidade na superfície da próstata, como um nódulo. Para avaliar se a próstata está aumentada.E também para avaliarmos a temperatura e os limites do órgão.

Se no exame físico aparece alguma suspeita de algo alterado, aí solicitamos os exames complementares (PSA, Ressonância Magnética, biópsia de próstata em circunstâncias específicas).

Não deixe de fazer o exame anual da próstata se você tiver mais de 50 anos. Ou caso haja histórico de câncer de próstata na família ou se você é afrodescendente, a partir dos 40 anos. E se há um receio de que possa haver uma excitação na hora do exame físico, nós urologistas somos preparados para lidar com essa situação, conforme já foi explicado neste blog numa outra postagem e pode ser acessada pelo eBook (clique aqui para obtê-lo, se desejar)