Cada vez mais venho escutando esse termo e essa postagem servirá para explicar a você, quando ele tem sido aplicado.
Sorodesconhecido é aquele homem que não tem o cuidado de realizar exames, ou os fez já faz algum tempo, e por esse motivo desconhece se pode ser portador de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), como HIV, Sífilis, Clamídia, Herpes e Hepatite B (ou C). Muitas vezes acreditam estar sadios e por isso se apresentam como livres de ameaça para a transmissão de DST. Mas não é bem assim.
Ou seja, todo cuidado é pouco. A inocência e o desconhecimento podem ser os vilões nesse momento e colocar em risco a saúde daquele com quem o sorodesconhecido irá se relacionar sexualmente, sem o uso correto do preservativo.
Agora que o termo está explicado, você se identifica com essa situação? Já tem mais de ano que você realizou exames de sangue para descartar a presença dessas doenças? Recentemente você se expôs a alguma situação de risco em poderia ter sido contaminado por algum parceiro sexual? Ao obter o eBook deste blog, você terá acesso à postagem que fala sobre os exames que todo homem gay deveria realizar uma vez ao ano. Espero que te ajude.
Este blog destina-se ao homem gay e tem como objetivo, responder às muitas dúvidas que homens gays têm em relação às doenças sexualmente transmissíveis, às doenças da próstata, aos riscos do sexo entre homens e tudo que se relaciona ao trato genital masculino. Os posts serão respostas às perguntas que frequentemene recebo de meus pacientes e leitores.
"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Infecção por Clamídia e gonorreia pode passar despercebida em homens HIV positivos, quando a pesquisa é feita somente com exame de urina.
Já fiz postagens anteriormente falando de Doenças Sexualmente Transmissíveis e falei sobre infecção por Clamídia.
Um estudo acaba de mostrar que quando a investigação em homens que são HIV positivos é realizada apenas em amostras de urina, há o risco de infecções por gonococos (que causam a gonorreia) e por Clamídia passarem despercebidas.
É importante coletar amostras da faringe e do reto para realizar testes que identifiquem a presença desses agentes infecciosos, que podem ter entrado no organismo pelo sexo anal e/ou oral.
Um estudo acaba de mostrar que quando a investigação em homens que são HIV positivos é realizada apenas em amostras de urina, há o risco de infecções por gonococos (que causam a gonorreia) e por Clamídia passarem despercebidas.
É importante coletar amostras da faringe e do reto para realizar testes que identifiquem a presença desses agentes infecciosos, que podem ter entrado no organismo pelo sexo anal e/ou oral.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Tribullus terristris: você já deve ter ouvido falar.
Muitos leitores deste blog têm me pedido para falar de Tribullus terrestris e esse é o assunto desta postagem.
O Tribullus é uma erva daninha encontrada nas regiões do mundo com clima quente, temperado e tropical.
Não há comprovação científica, mas acredita-se que de alguma maneira essa substância funcione como um hormônio, uma vez que seu ativo químico é semelhante ao hormônio DHEA (dehidroepiandrosterona) e assim, melhorar a performance do homem em várias situações.
Durante séculos foi muito utilizada na Europa como estimulante sexual e até hoje na Índia é utilizada nas práticas ayurvédicas como afrodisíaco.
Algumas ações são conhecidas e relatadas:
1) No sexo há um aumento do libido, há uma melhora na qualidade da ereção e com isso, há uma melhora no desempenho sexual.
2) Nas atividades físicas há um maior rendimento e uma maior resposta no processo de hipertrofia dos músculos. Por isso, muitos fisiculturistas a utilizam visando manter níveis de hormônio masculino na circulação sanguínea, após um ciclo com anabolizantes.
3) Muitos usuários relatam que, enquanto em terapia, têm uma melhor qualidade de sono.
O Tribullus terrestris não deve ser ingerido com o estômago vazio, para diminuir as queixas de indisposição estomacal e diarreias.
Não há evidências científicas sobre a ação do Tribullus terrestris como um precursor ou substituto da testosterona e por isso, não há relatos sobre a influência nas doenças da próstata.
No Brasil é vendido com o nome comercial de Androsten, mas pode ser encontrado em lojas de produtos naturais ou em farmácias de manipulação. Sua dosagem deve ser de 500mg ao dia e como a ação dele não é continua, o ciclo de tratamento deve ser de no máximo 4 semanas. Depois recomenda-se a sua suspensão por um período mínimo de 30 dias.
Quando manipulado em conjunto com outras substâncias, ioimbina e tadalafila por exemplo, costuma oferecer ótimos resultados na performance sexual, mas nesse caso é necessário um acompanhamento médico enquanto em terapia e a fórmula só é manipulada com prescrição médica.
O Tribullus é uma erva daninha encontrada nas regiões do mundo com clima quente, temperado e tropical.
Não há comprovação científica, mas acredita-se que de alguma maneira essa substância funcione como um hormônio, uma vez que seu ativo químico é semelhante ao hormônio DHEA (dehidroepiandrosterona) e assim, melhorar a performance do homem em várias situações.
Durante séculos foi muito utilizada na Europa como estimulante sexual e até hoje na Índia é utilizada nas práticas ayurvédicas como afrodisíaco.
Algumas ações são conhecidas e relatadas:
1) No sexo há um aumento do libido, há uma melhora na qualidade da ereção e com isso, há uma melhora no desempenho sexual.
2) Nas atividades físicas há um maior rendimento e uma maior resposta no processo de hipertrofia dos músculos. Por isso, muitos fisiculturistas a utilizam visando manter níveis de hormônio masculino na circulação sanguínea, após um ciclo com anabolizantes.
3) Muitos usuários relatam que, enquanto em terapia, têm uma melhor qualidade de sono.
O Tribullus terrestris não deve ser ingerido com o estômago vazio, para diminuir as queixas de indisposição estomacal e diarreias.
Não há evidências científicas sobre a ação do Tribullus terrestris como um precursor ou substituto da testosterona e por isso, não há relatos sobre a influência nas doenças da próstata.
No Brasil é vendido com o nome comercial de Androsten, mas pode ser encontrado em lojas de produtos naturais ou em farmácias de manipulação. Sua dosagem deve ser de 500mg ao dia e como a ação dele não é continua, o ciclo de tratamento deve ser de no máximo 4 semanas. Depois recomenda-se a sua suspensão por um período mínimo de 30 dias.
Quando manipulado em conjunto com outras substâncias, ioimbina e tadalafila por exemplo, costuma oferecer ótimos resultados na performance sexual, mas nesse caso é necessário um acompanhamento médico enquanto em terapia e a fórmula só é manipulada com prescrição médica.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
A impotência sexual decorrente do tratamento do câncer de próstata.
Acho que a maioria dos homens, independente da orientação sexual, teme o câncer de próstata. E também as sequelas de um tratamento desse tipo de câncer, como a perda da função sexual. Essa postagem vai informar que nem todo tratamento resulta na perda da ereção e em que situações há uma maior chance para que essa sequela se manifeste.
O câncer da próstata é estimulado a se proliferar pela ação do hormônio masculino, a testosterona. Todas às vezes em que é necessário interromper-se a produção desse hormônio, para bloquear a evolução da doença, ocorrerá a impotência sexual.
Os nervos que participam do processo de ereção passam bem próximos à próstata, então tratamentos que objetivem a retirada dessa glândula, podem comprometer esses nervos e causar impotência sexual. Esse mesmo comprometimento dos nervos, pode ser acarretado por terapias direcionadas apenas à área tumoral, sem cirurgia associada.
Então vamos falar um pouco dos tipos de tratamento.
1) Doença localizada, ou seja, ainda limitada e restrita à próstata:
A) Cirurgia: visa retirar completamente o órgão e nessa hora, ao ser retirada, pode ocorrer lesão dos nervos e causar impotência sexual. Com o aprimoramento das técnicas, cirurgia com robô por exemplo, essa complicação é cada vez menos frequente.
B) Radioterapia: indicada para os casos em que a cirurgia não pode ser realizada, como por exemplo, num paciente mais idoso e com riscos para uma cirurgia mais agressiva. Visa destruir a área tumoral, conservando o órgão. Como pode acometer os nervos que participam da ereção, pode ocorrer impotência sexual
2) Doença disseminada, ou seja, o tumor não está mais restrito à próstata:
A) Bloqueio hormonal visando interromper a ação da testosterona: costuma causar impotência sexual. Hoje há uma opção de tratamento intermitente, quando de tempos em tempos, a ação de bloqueio hormonal é interrompida temporariamente e com isso, o paciente retoma a condição de ter ereções, entre outras coisas.
B) Orquiectomia, cirurgia para a retirada dos testículos visando a interrupção da produção de testosterona, pois é aí que esse hormônio é produzido. Nessa caso a impotência sexual é definitiva.
C) Quimioterapia, que é um tratamento que há pouco tempo começou a ser indicado para os casos mais avançados, mais agressivos de câncer na próstata e que não respondem mais à interrupção da produção de testosterona. Normalmente a condição de saúde deste paciente, já não oferece mais condições de bem estar para ereções e vida sexual.
Resumindo, a impotência sexual não é uma sequela sempre presente no tratamento do câncer de próstata. Quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico desse tipo de tumor, maiores as chances de tratamentos que podem preservar a função sexual.
O câncer da próstata é estimulado a se proliferar pela ação do hormônio masculino, a testosterona. Todas às vezes em que é necessário interromper-se a produção desse hormônio, para bloquear a evolução da doença, ocorrerá a impotência sexual.
Os nervos que participam do processo de ereção passam bem próximos à próstata, então tratamentos que objetivem a retirada dessa glândula, podem comprometer esses nervos e causar impotência sexual. Esse mesmo comprometimento dos nervos, pode ser acarretado por terapias direcionadas apenas à área tumoral, sem cirurgia associada.
Então vamos falar um pouco dos tipos de tratamento.
1) Doença localizada, ou seja, ainda limitada e restrita à próstata:
A) Cirurgia: visa retirar completamente o órgão e nessa hora, ao ser retirada, pode ocorrer lesão dos nervos e causar impotência sexual. Com o aprimoramento das técnicas, cirurgia com robô por exemplo, essa complicação é cada vez menos frequente.
B) Radioterapia: indicada para os casos em que a cirurgia não pode ser realizada, como por exemplo, num paciente mais idoso e com riscos para uma cirurgia mais agressiva. Visa destruir a área tumoral, conservando o órgão. Como pode acometer os nervos que participam da ereção, pode ocorrer impotência sexual
2) Doença disseminada, ou seja, o tumor não está mais restrito à próstata:
A) Bloqueio hormonal visando interromper a ação da testosterona: costuma causar impotência sexual. Hoje há uma opção de tratamento intermitente, quando de tempos em tempos, a ação de bloqueio hormonal é interrompida temporariamente e com isso, o paciente retoma a condição de ter ereções, entre outras coisas.
B) Orquiectomia, cirurgia para a retirada dos testículos visando a interrupção da produção de testosterona, pois é aí que esse hormônio é produzido. Nessa caso a impotência sexual é definitiva.
C) Quimioterapia, que é um tratamento que há pouco tempo começou a ser indicado para os casos mais avançados, mais agressivos de câncer na próstata e que não respondem mais à interrupção da produção de testosterona. Normalmente a condição de saúde deste paciente, já não oferece mais condições de bem estar para ereções e vida sexual.
Resumindo, a impotência sexual não é uma sequela sempre presente no tratamento do câncer de próstata. Quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico desse tipo de tumor, maiores as chances de tratamentos que podem preservar a função sexual.
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