Um leitor me indaga, após ter lido a última postagem deste blog que fala sobre prostatite, se o fato de ele ter um único companheiro, diminui as chances dele ser acometido por uma prostatite.
Evidências científicas apontam para um maior risco para a aquisição de DST (doenças sexualmente transmissíveis), quanto maior forem os parceiros sexuais. Doenças como Síflis, HIV, Clamidia, HPV, Herpes Simplex, Hepatite B tendem a ser mais adquiridas em homens que possuem múltiplos parceiros. O uso de preservativos diminui esse risco, mas como há doenças que se disseminam pelo contato direto com as lesões das doenças (HPV, Herpes, Cancro) que não ficam cobertas pelo preservativo, nem sempre o uso do mesmo impedirá a transmissão da doença. E vale a pena lembrar mais uma vez, que o sexo oral tem sido uma forma comum de disseminação de DST, conforme já citado neste blog antes.
Respondendo à pergunta do leitor, minha opinião é que um parceiro fixo diminui o risco de prostatite, com certeza. Mas se a sua frequência sexual com esse parceiro é intensa, você pode estar mais susceptível ao trauma da próstata quando penetrado por ele, ou estar mais sujeito a contrair as infecções por bactérias que existem na região retal do seu parceiro, caso as relações não sejam com preservativos.
Este blog destina-se ao homem gay e tem como objetivo, responder às muitas dúvidas que homens gays têm em relação às doenças sexualmente transmissíveis, às doenças da próstata, aos riscos do sexo entre homens e tudo que se relaciona ao trato genital masculino. Os posts serão respostas às perguntas que frequentemene recebo de meus pacientes e leitores.
"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
Exame de toque da próstata: entenda o motivo de fazê-lo.
O exame de toque retal para avaliar a próstata é indispensável à uma boa avaliação do órgão. Muitos homens gays acreditam que o homem não precisa mais realizá-lo, devido ao aparecimento de exames mais especializados, como os de Ressonância Magnética e de sangue para a dosagem do PSA. São exames importantes, com certeza, mas são complementares ao exame físico (o exame de toque retal)
A importância do exame é que ele permite que o seu médico utilize-se de uma percepção sensorial do dedo dele: o tato. Quando queremos saber se algo é áspero ou liso, não passamos a mão para sentir? Quando queremos saber se algo é grande ou pequeno, uma forma de saber é tocá-lo. E para avaliar a temperatura, não aproximamos a mão para sentir se há calor?
Nós urologistas utilizamos o nosso tato para avaliar o tamanho da próstata. Para sentir se há alguma irregularidade na superfície da próstata, como um nódulo. Para avaliar se a próstata está aumentada.E também para avaliarmos a temperatura e os limites do órgão.
Se no exame físico aparece alguma suspeita de algo alterado, aí solicitamos os exames complementares (PSA, Ressonância Magnética, biópsia de próstata em circunstâncias específicas).
Não deixe de fazer o exame anual da próstata se você tiver mais de 50 anos. Ou caso haja histórico de câncer de próstata na família ou se você é afrodescendente, a partir dos 40 anos. E se há um receio de que possa haver uma excitação na hora do exame físico, nós urologistas somos preparados para lidar com essa situação, conforme já foi explicado neste blog numa outra postagem e pode ser acessada pelo eBook (clique aqui para obtê-lo, se desejar)
A importância do exame é que ele permite que o seu médico utilize-se de uma percepção sensorial do dedo dele: o tato. Quando queremos saber se algo é áspero ou liso, não passamos a mão para sentir? Quando queremos saber se algo é grande ou pequeno, uma forma de saber é tocá-lo. E para avaliar a temperatura, não aproximamos a mão para sentir se há calor?
Nós urologistas utilizamos o nosso tato para avaliar o tamanho da próstata. Para sentir se há alguma irregularidade na superfície da próstata, como um nódulo. Para avaliar se a próstata está aumentada.E também para avaliarmos a temperatura e os limites do órgão.
Se no exame físico aparece alguma suspeita de algo alterado, aí solicitamos os exames complementares (PSA, Ressonância Magnética, biópsia de próstata em circunstâncias específicas).
Não deixe de fazer o exame anual da próstata se você tiver mais de 50 anos. Ou caso haja histórico de câncer de próstata na família ou se você é afrodescendente, a partir dos 40 anos. E se há um receio de que possa haver uma excitação na hora do exame físico, nós urologistas somos preparados para lidar com essa situação, conforme já foi explicado neste blog numa outra postagem e pode ser acessada pelo eBook (clique aqui para obtê-lo, se desejar)
quarta-feira, 6 de julho de 2016
PSA: uma informação que todo homem gay deve saber.
PSA, que significa Prostatic Specific Antigen (Antígeno Especifico da Próstata), é uma substância produzida pela próstata e que pode se apresentar alterada em algumas situações, como no câncer por exemplo. É um exame que todo urologista solicita ao seu paciente, quando é necessário fazer um check up para descartar o câncer de próstata.
E é nesse momento que as coisas podem ficar mais complicadas: há situações em que o PSA se altera, mas nada perigoso é observado. E às vezes, mesmo sem haver algo de mais perceptível em outros métodos de análise, como um nódulo na próstata percebido pelo exame de toque ou sugerido por uma Ressonância Magnética, uma biópsia de próstata é necessária. A biópsia não é livre de complicações, do tipo hemorragias ou infecções severas e, por esse motivo, sua indicação deve ser bem estudada e sempre que possível, evitada.
Esse postagem é um alerta ao homem gay. Tenho visto pacientes com indicação de realizar a biópsia, só por causa do aumento do PSA. É importante salientar que há situações que, no caso do sexo entre homens, podem acarretar o aumento do PSA, sem significar que há um tumor.
O homem gay quando é penetrado pelo pênis do seu parceiro, dependendo da forma como a penetração anal é feita, pode haver uma compressão da próstata pelo pênis e elevar transitoriamente o PSA.
Sexo entre homens sem preservativos permite que na penetração anal, ocorra a entrada de bactérias pelo canal urinário do pênis, podendo acarretar uma inflamação e/ou uma infecção, conhecida como prostatite, que também eleva o PSA.
Então é importante que o urologista tenha esse conhecimento, do hábito de praticar sexo com outro homem, pois assim ele poderá evitar uma biópsia de próstata. Vai solicitar para que o paciente não seja penetrado pelo seu parceiro por uma semana antes do pedir o exame de PSA e vai solicitar um exame do esperma para descartar as prostatites.
E é nesse momento que as coisas podem ficar mais complicadas: há situações em que o PSA se altera, mas nada perigoso é observado. E às vezes, mesmo sem haver algo de mais perceptível em outros métodos de análise, como um nódulo na próstata percebido pelo exame de toque ou sugerido por uma Ressonância Magnética, uma biópsia de próstata é necessária. A biópsia não é livre de complicações, do tipo hemorragias ou infecções severas e, por esse motivo, sua indicação deve ser bem estudada e sempre que possível, evitada.
Esse postagem é um alerta ao homem gay. Tenho visto pacientes com indicação de realizar a biópsia, só por causa do aumento do PSA. É importante salientar que há situações que, no caso do sexo entre homens, podem acarretar o aumento do PSA, sem significar que há um tumor.
O homem gay quando é penetrado pelo pênis do seu parceiro, dependendo da forma como a penetração anal é feita, pode haver uma compressão da próstata pelo pênis e elevar transitoriamente o PSA.
Sexo entre homens sem preservativos permite que na penetração anal, ocorra a entrada de bactérias pelo canal urinário do pênis, podendo acarretar uma inflamação e/ou uma infecção, conhecida como prostatite, que também eleva o PSA.
Então é importante que o urologista tenha esse conhecimento, do hábito de praticar sexo com outro homem, pois assim ele poderá evitar uma biópsia de próstata. Vai solicitar para que o paciente não seja penetrado pelo seu parceiro por uma semana antes do pedir o exame de PSA e vai solicitar um exame do esperma para descartar as prostatites.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
A utilidade das bombas de vácuo para o pênis.
A indicação para o uso das bombas de vácuo no pênis de um paciente, é única: melhorar a rigidez do pênis enquanto em ereção. E tem uma indicação limitada após o aparecimento das drogas que ajudam o homem a ter uma ereção, como Viagra, Cialis e Levitra para citar algumas, embora seja um dos artefatos mais antigos para o auxílio no combate às dificuldades para a ereção.
Não tem indicação e nem eficácia comprovada, para o uso com a finalidade de aumentar o tamanho do pênis. Para essa finalidade, os extensores penianos são os que oferecem melhor resultado, conforme já explicado nesse blog numa postagem mais antiga.
O aparelho é aplicado pelo próprio paciente, que o acopla de forma que o pênis fique dentro da câmara e comprimido à base. Com o auxílio da bomba (hoje há as manuais e as elétricas), é criado um ambiente de vácuo, que acaba sendo responsável pela entrada do sangue no interior do pênis e induz a ereção. Para que a ereção não se perca após a retirada do aparelho, é colocada uma banda elástica na base do pênis, que funciona comprimindo e obstruindo a saída desse sangue, mantendo a ereção. Sua utilização é recomendada por no máximo 10 minutos e apesar de diminuir a sensibilidade do pênis, permite que a penetração aconteça e ainda é uma alternativa (*) às cirurgias para a colocação de uma prótese ou às terapias de injeção intrapenianas.
A indicação ideal para o uso das bombas de vácuo é para os casos de homens que não podem tomar as drogas inibidoras de PDE-5 (como as citadas no primeiro parágrafo) por motivos cardiológicos ou que já não respondem mais a esse tipo de tratamento, ou que querem uma alternativa às terapias mais invasivas, conforme citado acima(*)
Não tem indicação e nem eficácia comprovada, para o uso com a finalidade de aumentar o tamanho do pênis. Para essa finalidade, os extensores penianos são os que oferecem melhor resultado, conforme já explicado nesse blog numa postagem mais antiga.
O aparelho é aplicado pelo próprio paciente, que o acopla de forma que o pênis fique dentro da câmara e comprimido à base. Com o auxílio da bomba (hoje há as manuais e as elétricas), é criado um ambiente de vácuo, que acaba sendo responsável pela entrada do sangue no interior do pênis e induz a ereção. Para que a ereção não se perca após a retirada do aparelho, é colocada uma banda elástica na base do pênis, que funciona comprimindo e obstruindo a saída desse sangue, mantendo a ereção. Sua utilização é recomendada por no máximo 10 minutos e apesar de diminuir a sensibilidade do pênis, permite que a penetração aconteça e ainda é uma alternativa (*) às cirurgias para a colocação de uma prótese ou às terapias de injeção intrapenianas.
A indicação ideal para o uso das bombas de vácuo é para os casos de homens que não podem tomar as drogas inibidoras de PDE-5 (como as citadas no primeiro parágrafo) por motivos cardiológicos ou que já não respondem mais a esse tipo de tratamento, ou que querem uma alternativa às terapias mais invasivas, conforme citado acima(*)
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