
Este blog destina-se ao homem gay e tem como objetivo, responder às muitas dúvidas que homens gays têm em relação às doenças sexualmente transmissíveis, às doenças da próstata, aos riscos do sexo entre homens e tudo que se relaciona ao trato genital masculino. Os posts serão respostas às perguntas que frequentemene recebo de meus pacientes e leitores.
"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.
segunda-feira, 11 de abril de 2022
QUANTO TEMPO DEVE DEMORAR O ATO SEXUAL?
1) Preferência: alguns casais podem querer que seja um ato rápido e outros, que seja algo mais durador.
2) Circunstâncias: casais jovens e/ou muito ocupados podem preferir um ato mais rápido. Casais relaxando num final de semana podem querer um ato mais lento, podendo às vezes ficar horas numa cama.
3) A idade e a saúde do casal: com o avançar da idade, o homem pode precisar de mais tempo para ficar excitado e atingir o orgasmo.
4) Como o casal define o ato sexual: se o casal considera o ato sexual somente enquanto há a penetração, pode durar minutos. Mas se a definição envolve os atos de carinho, beijos, toques, sexo oral, etc..., pode ser mais longo.
Cientificamente o ato sexual é definido como o ato que se inicia com a penetração e termina com orgasmo e isso leva alguns minutos. Em 2005 um estudo analisou esse tempo, avaliando 500 casais (heterossexuais) do mundo todo e concluiu que a média de tempo entre a penetração e orgasmo, varia em torno de 5 (cinco) minutos. Mas os casais, tanto heterossexuais como homossexuais, podem ter uma visão diferente sobre essa questão.
Apesar de que para muitos casais, o tempo não é uma escolha para avaliar a qualidade do ato sexual, há ainda as situações que podem impactar nesse tempo, como por exemplo as situações de ejaculação rápida ou retardada que afligem muitos homens e que já mereceu postagens nesse blog falando sobre as possíveis terapia para essas situações.
sábado, 12 de março de 2022
PÊNIS CIRCUNCIDADO: MUDA O SEXO?
Hoje escrevo sobre o que observo em relação à atitude do homem gay frente a pênis circuncidados, ou não.
Muitos homens não têm preferência por pênis que possam ou não ter passado pela cirurgia para corrigir uma fimose e que passa a deixar o pênis com a glande constantemente descoberta. Mas quando há preferências, cito abaixo o que me chama a atenção em relação às escolhas:
1) Por pênis circuncidado: estética, melhor higiene (melhor higiene normalmente previne infecções), o que favorece a um melhor sexo oral e menor risco para doenças que o sexo pode transmitir.
2) Por pênis não circuncidados, com excesso de pele (prepúcio): estética, odores que o excesso dessa pele favorece à formação (um excesso de prepúcio pode dificultar a higiene) e porque homens com excesso de prepúcio tendem a fazer penetrações mais delicadas, uma vez que há intensa sensibilidade na glande, o que faz que o trauma anal seja menor e não requer que o homem que penetra, faça movimentos muito rápidos, mais agressivos e intensos, para atingir o orgasmo.
Mas posso garantir que cada casal tem a sua regra. O importante é que cada um exponha o que traz prazer no ato sexual e seguir essas colocações. Homens que têm dificuldade em exteriorizar os prazeres sexuais para seus parceiros, podem se beneficiar de uma terapia de casal. Um sexo mais relaxado sem a necessidade de ficar descobrindo o que um pode gostar ou não, traz tensão ao relacionamento.
Muitos homens não têm preferência por pênis que possam ou não ter passado pela cirurgia para corrigir uma fimose e que passa a deixar o pênis com a glande constantemente descoberta. Mas quando há preferências, cito abaixo o que me chama a atenção em relação às escolhas:
1) Por pênis circuncidado: estética, melhor higiene (melhor higiene normalmente previne infecções), o que favorece a um melhor sexo oral e menor risco para doenças que o sexo pode transmitir.
2) Por pênis não circuncidados, com excesso de pele (prepúcio): estética, odores que o excesso dessa pele favorece à formação (um excesso de prepúcio pode dificultar a higiene) e porque homens com excesso de prepúcio tendem a fazer penetrações mais delicadas, uma vez que há intensa sensibilidade na glande, o que faz que o trauma anal seja menor e não requer que o homem que penetra, faça movimentos muito rápidos, mais agressivos e intensos, para atingir o orgasmo.
Mas posso garantir que cada casal tem a sua regra. O importante é que cada um exponha o que traz prazer no ato sexual e seguir essas colocações. Homens que têm dificuldade em exteriorizar os prazeres sexuais para seus parceiros, podem se beneficiar de uma terapia de casal. Um sexo mais relaxado sem a necessidade de ficar descobrindo o que um pode gostar ou não, traz tensão ao relacionamento.
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Sexo e Sonambulismo
Transar dormindo é possível?
Sim, sendo considerado um distúrbio do sono chamado sexomnia. É um tipo de sonambulismo, que afeta os dois sexos, sendo mais comum nos homens. Costuma acontecer nas primeiras horas do sono, quando a pessoa afetada se levanta e tem comportamentos sexuais, como o próprio ato sexual, mas também masturbar-se, praticar sexo oral. Pode acontecer mais de uma vez na mesma noite. E ao acordar no dia seguinte, de nada se lembram.
Sim, sendo considerado um distúrbio do sono chamado sexomnia. É um tipo de sonambulismo, que afeta os dois sexos, sendo mais comum nos homens. Costuma acontecer nas primeiras horas do sono, quando a pessoa afetada se levanta e tem comportamentos sexuais, como o próprio ato sexual, mas também masturbar-se, praticar sexo oral. Pode acontecer mais de uma vez na mesma noite. E ao acordar no dia seguinte, de nada se lembram.
Alguns comportamentos podem colaborar para que sexomnia aconteça: abuso de bebidas alcoólicas, consumo de drogas e uso de medicamentos. Muitas vezes é genética, tendo sido observado em outros parentes também.
Às vezes o comportamento pode até ser violento durante os episódios de sexomnia, considerados até mesmo atos de estupro e muitas vezes a patologia é levantada como sendo a causa principal do delito. O tratamento exige avaliação psiquiátrica.
domingo, 13 de fevereiro de 2022
Tratamento da Impotência Sexual Com Terapia de Ondas de Choque Com Baixa Intensidade
A terapia de ondas externas de choque é muito indicada para o tratamento dos cálculos renais. Há hoje a possibilidade de usar essa terapia de ondas de choque externas, porém com intensidade bem mais baixa que aquela aplicada para fragmentas os cálculos renais, objetivando fragmentar calcificações em vasos sanguíneos e consequente melhora do fluxo de sangue.
O uso de drogas da classe de inibidores da fosfodiesterase-5 trouxe uma melhora muito importante no tratamento da impotência sexual, decorrente de problemas com o fluxo de sangue no pênis causada por mau funcionamento dos vasos sanguíneos. Trabalhos feitos recentemente associaram a terapia desses inibidores com a terapia de ondas externas de choque com baixa intensidade, visando melhorar todo esse processo de fluxo sanguíneo, envolvido no processo da ereção peniana.
Ainda há muito que se provar se realmente a terapia com ondas de choque de baixa intensidade traz melhora à qualidade de ereção. Seja usando-a isoladamente ou associada a outras terapias que já oferecem bons resultados, como o caso da terapia com os inibidores da fosfodiesterase-5 (sildenafila, tadalafila entre outras).
Trabalho recente usando a terapia de choque isoladamente e associada à terapia com tadalafila trouxe resultados animadores. Os pacientes tinham que ter bons resultados à terapia com a tadalafila, não poderiam usar outras formas de terapia além dessa e teriam que registrar dados dos atos sexuais que ocorreriam durante a coleta de informações.
Uma tabela que se utiliza com o objetivo de "titular" o grau de dificuldade para a ereção, a IIEF-EF, foi usada no início do trabalho e algumas vezes após determinados períodos de terapia. Em todos os momentos, os pacientes que fizeram a terapia combinada relataram melhores resultados, do que aqueles que usaram a terapia com ondas de choque externas de baixa intensidade isoladamente. Nenhum dos pacientes, de qualquer grupo, relatou efeitos colaterais.
Os autores concordam que mais trabalhos são necessários para que se criem evidências científicas necessárias à adoção desse tipo de terapia. Mas que é uma boa notícia, sem dúvida é.
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