Se tem uma observação que faço com frequência no meu atendimento médico, é constatar a diminuição no ritmo sexual dos casais (independente da orientação sexual). A união prolongada com certeza mexe com a libido do homem, já que o homem é movido a novidades. E depois de muito tempo numa mesma união, a novidade acaba.
"Doutor, minha libido, meu tesão, está baixíssimo". Sim, é assim mesmo que os pacientes se expressam. Procuram ávidos por uma solução. Querem tomar logo alguma coisa para melhorar. Muitos já chegam até com a informação de terem tentado algumas terapias. O meu papel é identificar causas e tentar resolver o problema.
1) Dosar os hormônios, principalmente a testosterona (o hormônio masculino), é o primeiro passo. Diminuídos, a reposição se faz necessária.
2) Avaliar, através de questionário, a qualidade das ereções que o paciente apresenta, seja na hora do ato sexual, na masturbação, nas ereções espontâneas e aos estímulos visuais e virtuais. Ereções normais fora do ato sexual, geralmente indicam que os hormônios estão normais.
3) Tempo de relacionamento: na maioria das vezes é um dos fatores mais responsáveis pela queda do libido. O homem procura ser fiel por vários motivos e com isso, a diversidade vai embora e ela é responsável pela manutenção de uma libido em alta. Essa, na maioria das vezes, é a única causa para que homens casados tenham cada vez menos relações sexuais.
Rapidamente reuni acima as coisas que mais me ajudam a identificar o problema e ajudar quem me procura. E o que fazer?
A) Repor hormônios se necessário.
B) Iniciar terapia com medicações que melhoram a qualidade de ereção, se necessário.
c) Quanto ao item número 3, sugiro que mudem a rotina. Se quer continuar num relacionamento onde fidelidade é essencial, inovem com viagens, surpresas e discutam o que poderiam fazer juntos para apimentar o relacionamento. Se estão dispostos a "abrir o relacionamento", sugiro que leiam a postagem "Homens gays e a fidelidade", (clique aqui para acessá-la) quando expus, de forma mais detalhada, o que ajuda muitos casais a se manterem unidos por 20, 30, 40 anos.
Este blog destina-se ao homem gay e tem como objetivo, responder às muitas dúvidas que homens gays têm em relação às doenças sexualmente transmissíveis, às doenças da próstata, aos riscos do sexo entre homens e tudo que se relaciona ao trato genital masculino. Os posts serão respostas às perguntas que frequentemene recebo de meus pacientes e leitores.
"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Como um tratamento de câncer de próstata pode afetar a vida sexual do homem gay.
Problemas sexuais, do tipo queda do libido, alterações na ejaculação e dificuldade para atingir o orgasmo, são frequentes após um tratamento para a cura do câncer de próstata. E homens gays podem experimentar essas alterações diferentes do homem heterossexual.
A ereção para a penetração anal precisa ser rígida o suficiente para vencer o esfincter anal. Numa relação com penetração vaginal, muitas vezes uma ereção não 100% completa, permite o ato sexual, o que na penetração anal não. Muitas vezes o parceiro, antes sendo o ativo da relação, por falta de ereção passa a ser o passivo e nem sempre essa mudança ocorre ou ocorre sem desconforto.
Sem contar os problemas sensoriais que um tratamento de câncer na próstata pode causar. A radioterapia pode levar a um estreitamento do ânus e a penetração passa a ser muito dolorosa. A retirada da próstata numa cirurgia pode mudar o prazer do parceiro que é penetrado. Homens que se tornam impotentes e sentem dor anal, podem desistir da relação sexual por completo.
Também há as situações dos casais que não praticam a penetração. Praticam apenas sexo oral e/ou masturbação conjunta e nesse caso, desordens de ejaculação podem comprometer a qualidade do encontro sexual. Possível perda de ejaculação, ou diminuição importante do volume do mesmo, pode diminuir a satisfação. E alguns homens podem passar a ter perda de urina na hora do orgasmo, o que geraria um constrangimento para muitos homens. Alguns infelizmente não conseguem mais ter orgasmos.
Muitos homens após um tratamento de câncer de próstata experimentam distúrbios de ansiedade e depressão, que podem ser agravados, no caso do homem gay, quando ele não consegue falar livremente sobre a própria orientação sexual e as dificuldades sexuais enfrentadas com o parceiro. A perda da atividade sexual para um homem pode ter efeitos sérios e é importante que o paciente tenha com quem conversar abertamente sobre esses problemas, já que hoje em dia há muito a ser feito para ajudar nessas circunstâncias.
A ereção para a penetração anal precisa ser rígida o suficiente para vencer o esfincter anal. Numa relação com penetração vaginal, muitas vezes uma ereção não 100% completa, permite o ato sexual, o que na penetração anal não. Muitas vezes o parceiro, antes sendo o ativo da relação, por falta de ereção passa a ser o passivo e nem sempre essa mudança ocorre ou ocorre sem desconforto.
Sem contar os problemas sensoriais que um tratamento de câncer na próstata pode causar. A radioterapia pode levar a um estreitamento do ânus e a penetração passa a ser muito dolorosa. A retirada da próstata numa cirurgia pode mudar o prazer do parceiro que é penetrado. Homens que se tornam impotentes e sentem dor anal, podem desistir da relação sexual por completo.
Também há as situações dos casais que não praticam a penetração. Praticam apenas sexo oral e/ou masturbação conjunta e nesse caso, desordens de ejaculação podem comprometer a qualidade do encontro sexual. Possível perda de ejaculação, ou diminuição importante do volume do mesmo, pode diminuir a satisfação. E alguns homens podem passar a ter perda de urina na hora do orgasmo, o que geraria um constrangimento para muitos homens. Alguns infelizmente não conseguem mais ter orgasmos.
Muitos homens após um tratamento de câncer de próstata experimentam distúrbios de ansiedade e depressão, que podem ser agravados, no caso do homem gay, quando ele não consegue falar livremente sobre a própria orientação sexual e as dificuldades sexuais enfrentadas com o parceiro. A perda da atividade sexual para um homem pode ter efeitos sérios e é importante que o paciente tenha com quem conversar abertamente sobre esses problemas, já que hoje em dia há muito a ser feito para ajudar nessas circunstâncias.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Mais um novo ano e você precisa se preparar para que ele comece bem.
Espero que as festas de final de ano tenham sido bem aproveitadas. Sempre cometemos alguns exageros e muitas vezes, relacionados ao nosso comportamento sexual. E por isso sempre é bom lembrar mais uma vez sobre o que deve ser feito do ponto de vista de saúde sexual, quando se faz parte de um grupo de risco para adquirir mais frequentemente Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), como é o caso do homem gay.
Já tem o seu médico urologista escolhido? Então agende uma consulta com ele para começar bem o ano e ter certeza e que está tudo certo com a sua saúde. Caso não conheça nenhum e/ ou nunca tenha precisado ir a um, converse com os seus amigos e pegue a indicação de um especialista com quem você possa ter uma conversa franca. É muito importante ter um médico que te escute e te atenda com respeito à sua orientação sexual.
Vale a pena começar o ano realizando exames de sangue, de urina e de esperma, além de passar por um exame físico que pode, já de imediato, detectar alguma alteração na região do pênis, escroto e órgãos anexos. Se você não tem nenhuma queixa, informe apenas que o seu objetivo é iniciar o ano com a certeza de que não há nenhuma DST escondida no seu corpo e que exames poderiam detectá-la e já tratá-la, quando possível.
Meus votos que tenham todos um feliz 2018 e espero contar com a colaboração de vocês, sugerindo temas para futuras postagens.
Já tem o seu médico urologista escolhido? Então agende uma consulta com ele para começar bem o ano e ter certeza e que está tudo certo com a sua saúde. Caso não conheça nenhum e/ ou nunca tenha precisado ir a um, converse com os seus amigos e pegue a indicação de um especialista com quem você possa ter uma conversa franca. É muito importante ter um médico que te escute e te atenda com respeito à sua orientação sexual.
Vale a pena começar o ano realizando exames de sangue, de urina e de esperma, além de passar por um exame físico que pode, já de imediato, detectar alguma alteração na região do pênis, escroto e órgãos anexos. Se você não tem nenhuma queixa, informe apenas que o seu objetivo é iniciar o ano com a certeza de que não há nenhuma DST escondida no seu corpo e que exames poderiam detectá-la e já tratá-la, quando possível.
Meus votos que tenham todos um feliz 2018 e espero contar com a colaboração de vocês, sugerindo temas para futuras postagens.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Envelhecimento e queda do libido.
Com o envelhecimento, muitos homens começam a perceber a queda do libido, ou seja, vão apresentando cada vez menos desejo para o ato sexual. Listo em seguida algumas causas para que isso ocorra:
1) Queda na produção de hormônios- a partir dos 30 anos, há uma diminuição de 1% por ano, na produção do hormônio masculino, a testosterona.
2) Associação de outras doenças- com o envelhecimento os homens ficam mais sujeitos a apresentar doenças como Diabetes e doenças cardíacas, que tendem a comprometer o desempenho sexual.
3) Efeito colateral de medicações de uso contínuo- baixo desejo sexual pode ser um efeito colateral de muitos tratamentos a base de antidepressivos, opioides (tratamento de dores) e medicamentos para controle do aumento da pressão arterial.
4) Situações de ansiedade, depressão e estresse- situações com familiares, aposentadoria, redução do ganho financeiro, instabilidade de moradia, são alguns dos fatores que podem afetar emocionalmente o homem e comprometer o desejo sexual.
Todo homem que se perceba com queda de libido ou tenha esse comportamento sendo evidenciado pelo parceiro sexual, deve se consultar com um médico, preferencialmente um Urologista, e realizar uma avaliação, caso isso se torne um problema que precise ser administrado.
1) Queda na produção de hormônios- a partir dos 30 anos, há uma diminuição de 1% por ano, na produção do hormônio masculino, a testosterona.
2) Associação de outras doenças- com o envelhecimento os homens ficam mais sujeitos a apresentar doenças como Diabetes e doenças cardíacas, que tendem a comprometer o desempenho sexual.
3) Efeito colateral de medicações de uso contínuo- baixo desejo sexual pode ser um efeito colateral de muitos tratamentos a base de antidepressivos, opioides (tratamento de dores) e medicamentos para controle do aumento da pressão arterial.
4) Situações de ansiedade, depressão e estresse- situações com familiares, aposentadoria, redução do ganho financeiro, instabilidade de moradia, são alguns dos fatores que podem afetar emocionalmente o homem e comprometer o desejo sexual.
Todo homem que se perceba com queda de libido ou tenha esse comportamento sendo evidenciado pelo parceiro sexual, deve se consultar com um médico, preferencialmente um Urologista, e realizar uma avaliação, caso isso se torne um problema que precise ser administrado.
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