"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Não foi traição, foi falta de proteção!

Hoje vou escrever sobre um assunto, devido à grande quantidade de perguntas que têm sido encaminhadas abordando-o.

É muito frequente leitores estarem preocupados com o fato de estarem numa relação que eles consideram estável e apresentarem sinais de corrimento no canal urinário (a uretra). E aí me indagam se isso pode ter sido decorrente de uma traição do companheiro.

A maioria desses leitores faz penetração anal sem preservativo e todos, sem exceção, recebem sexo oral sem proteção também. Então meu amigo, aí está o problema: tanto o reto, como o ânus, a boca e a gargante, são regiões contaminadas por bactérias e fungos. E essa contaminação pode causar uma infecção na uretra, que chamamos de uretrite. Nesse caso há saída de secreção (pus) pela uretra e ardor para urinar.

Sugiro que vocês leiam também um outro post publicado neste blog, onde escrevo sobre cuidados que devem ser tomados com o seu pênis no caso de você ter relações com o(s) seu(s) parceiro(s) sem preservativo:
http://uroblogay.blogspot.com.br/2013/10/cuidados-com-o-penis-numa-relacao-sem.html 
E pare de pensar que o seu companheiro andou pulando a cerca, pare de imaginar que ele está te traindo. Talvez seja o caso de repensar a decisão de abandonar o uso de preservativos, que levou você a contrair uma infecção.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Aumenta a taxa de disseminação das Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Venho escrevendo frequentemente sobre vários tipos de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e uma nova informação que chega dos Estados Unidos, me incentiva mais ainda a continuar por esse caminho.


Uma entidade americana divulgou as taxas de diagnóstico de algumas DSTs e observou aumento no diagnóstico de gonorreia. Também observou o aumento em 11% nas taxas de diagnóstico da Sífilis. Quanto ao diagnóstico do contágio por Clamídia, assunto do último post nesse blog, esse continua estável.

Os médicos recomendam que todo indivíduo sexualmente ativo passe a realizar no mínimo uma vez ao ano, testes para saber se ele pode estar infectado.

E no caso do homem gay, recomendam que esse intervalo seja menor caso ele não esteja numa relação monogâmica e/ou seja usuário de drogas ilícitas.

Então é bom relembrar tudo que já foi escrito neste blog em posts anteriores sobre Sífilis, Clamídia, sexo anal sem preservativo que pode levar às infecções na uretra, na próstata e na bexiga. 

O seu papel é se proteger com o uso de preservativos, se auto avaliar para ver se faz parte do grupo que necessita de avaliações mais frequentes, dividir essa informação com os seus amigos e preocupar-se.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Clamídia: uma bactéria pouco conhecida, mas que infecta muitos homens gays.

A minha experiência é que o homem gay quando se preocupa com alguma doença sexualmente transmissível, que possa ter contraído numa descuidada relação sexual sem preservativo, é com a contaminação pelo vírus HIV.

Hoje vou colocar uma pulga atrás da sua orelha e falar sobre Clamídia, caso você ainda não a conheça.

A Clamídia é uma bactéria (na verdade existem 3 tipos e a que a que pode ser transmitida sexualmente é a Chlamydia trachomatis) que costuma se instalar na região da uretra, reto, garganta e próstata. Também causa infecção na mulher, mas o objetivo desse blog é alertar o homem gay.

Muitos homens gays estão infectados e desconhecem isso. São portadores da bactéria e acabam disseminando-a para os parceiros com quem se relaciona sexualmente sem preservativo.

Como mostra a foto acima, por estar presente nessas regiões, você está exposto a ser contaminado se faz e/ou recebe sexo oral, penetra e/ou é penetrado pelo ânus sem preservativo.

E como ela se manifesta? Muitas vezes o homem gay não apresenta nada, mas pode ter desde uma leve irritação na garganta, no canal urinário, no ânus, até a presença de secreção nessas regiões em grande quantidade.
É importante que o exame para Clamídia seja solicitado para todo homem gay anualmente, junto com os outros exames que já orientei nesse blog em outro post (http://uroblogay.blogspot.com.br/2013/10/check-up-exames-urologicos-que-todo.html). O tratamento é simples, rápido e eficaz.

Então, agora que você já conhece a Chamydia trachomatis, na sua próxima consulta com o seu urologista diga a ele que gostaria de fazer o exame de sangue, que mostrará se você está ou não contaminado.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O que você deve saber sobre o medicamento TRUVADA, uma arma de prevenção contra a contaminação pelo vírus HIV.

O medicamento TRUVADA foi lançado em 2004 e já pode ser comercializado no Brasil. Na verdade o medicamento é formado por duas drogas que já vinham sendo usadas no tratamento dos pacientes HIV positivos: Emtriva e Viread. Nos Estados Unidos ele já é utilizado como uma arma na prevenção da contaminação pelo vírus HIV. Mas as autoridades alertam que medidas preventivas, como uso de preservativos, não devem ser abandonadas.

É um medicamento que deve ser administrado diariamente e que não está livre de efeitos colaterais, como diarréia, vômitos, náuseas e tontura, mas que diminui em até 44% a chance de contaminação pelo vírus HIV.

A droga pode ser administrada às pessoas de um grupo de risco, como é o caso dos homens gays, para prostitutas e casais sorodiscordantes (quando apenas um deles é HIV positivo).

O problema é que com essa nova opção de prevenção, muitos homens gays deixam de tomar "as tais medidas preventivas", que é o uso de preservativos no ato sexual.

E muitas vezes não seguem corretamente a terapia com a droga e assim, acabam se expondo mais. 

Muitos homens que já faziam sexo sem preservativo antes do lançamento do Truvada, admitem que hoje em dia utilizam menos ainda. E realmente foi constatado um ligeiro aumento nas taxas de contaminação, num estudo realizado nos Estados Unidos em 2011.

Então você deve pensar no Truvada como uma ajuda para não contrair o vírus HIV e não como uma opção para largar o uso da prevenção com o preservativo.