Este blog destina-se ao homem gay e tem como objetivo, responder às muitas dúvidas que homens gays têm em relação às doenças sexualmente transmissíveis, às doenças da próstata, aos riscos do sexo entre homens e tudo que se relaciona ao trato genital masculino. Os posts serão respostas às perguntas que frequentemene recebo de meus pacientes e leitores.
"O MAL SÓ TRIUNFA QUANDO OS HOMENS DE BEM NADA FAZEM". Edmund Burke.
terça-feira, 19 de julho de 2022
Como aumentar o desejo e a paixão num relacionamento de muito tempo.
Embora o desejo sexual possa diminuir durante um relacionamento de longo prazo, existem maneiras simples de reacender esses sentimentos por um parceiro, incluindo o envolvimento em imagens sexuais sobre essa pessoa. Leia sobre algumas estratégias diferentes que foram testadas para aumentar o desejo.
A primeira estratégia que os pesquisadores testaram visava relembrar qualidades positivas sobre o parceiro na tentativa de aumentar o desejo por essa pessoa. Os participantes receberam 30 instruções para esta parte do estudo (chamada de condição de “reavaliação positiva do parceiro”), como: “pense em uma ocasião em que seu parceiro demonstrou respeito por você”, “pense em algo que seu parceiro entende sobre você” e “pense em uma ocasião em que seu parceiro fez você rir”.
Para a segunda condição, “reavaliação do declínio do desejo sexual”, os pesquisadores testaram a estratégia de que normalizar as mudanças no desejo sexual que ocorrem ao longo de um relacionamento de longo prazo pode ajudar uma pessoa a sentir menos pressão e, consequentemente, mais desejo por seu parceiro. Esta seção incluiu dicas como: “é normal que o desejo sexual diminua com o tempo em um relacionamento”, “é normal que o desejo sexual diminua mesmo que o relacionamento seja bom” e “tudo bem que a paixão diminua mesmo quando você gosta estar juntos."
Finalmente, para a terceira condição, “imagens sexuais”, os participantes foram encorajados a se concentrar em seus parceiros e imaginar cenários sexualmente excitantes que os envolvessem. Algumas das instruções para esta seção foram: “imagine seu parceiro sexualmente agradando você sem relação sexual”, “imagine algo que seu parceiro possa fazer com a boca para excitá-lo” e “imagine você e seu parceiro se envolvendo em sua fantasia sexual favorita. ”
Imaginar um parceiro de longo prazo em cenários sexuais pode ajudar a aumentar o desejo por essa pessoa. Essa pode ser uma estratégia útil para os casais se quiserem melhorar sua conexão sexual, apesar do declínio do desejo sexual que acompanha muitos relacionamentos de longo prazo.
sábado, 2 de julho de 2022
ZONAS ERÓGENAS NO CORPO MASCULINO.
Zona erógena é qualquer parte do corpo que quando tocada, estimulada, gera excitação sexual. Na maioria das vezes vem à mente, o toque da região genital, a região anal, mas não são só essas áreas que geram excitação. Já foi feito um estudo envolvendo aproximadamente 700 pessoas, quando foram indagadas sobre quais partes do corpo geram excitação quando tocadas. Como o foco aqui é o homem gay, vou me fixar às regiões do corpo masculino. E são muitas, talvez algumas que você nem imagina.
É importante salientar que cada homem reage de uma forma.
Devido à elevada sensibilidade ao toque dessas áreas erógenas, o estímulo delas pode ser um bom início de conexão sexual com o seu parceiro.
Embora possa parecer que focar tocar os genitais do seu parceiro seja o caminho mais rápido para atingir o orgasmo, nem sempre é esse o caso. Tocar levemente, acariciar, beijar, lamber, usar uma ferramenta sexual vibratória nas zonas erógenas preferidas do seu parceiro, pode além de aumentar o prazer sexual dele, pode preparar o corpo para um orgasmo de uma maneira que somente o toque dos genitais não pode.
Já falei em outra postagem sobre dicas para aumentar a frequência sexual e o conhecimento dessas áreas erógenas, pode ser um mecanismo para aumentar o prazer sexual.
Mas vamos falar dessa áreas, as mais conhecidas, porém vale lembrar que a lista que se segue não necessariamente gera excitação em todos:
Pênis
Escroto
Períneo
Mamilos
Glúteos
Lábios
Pescoço
Orelha
E há mais, porém é importante lembrar que experimentar as áreas erógenas é uma forma de aumentar a intimidade com seu(s) parceiro(s) durante a atividade sexual. Isso pode ser muito importante inclusive em parceiros que por algum motivo, seja uma cirurgia, uma doença, um acidente, passou por uma mudança no funcionamento do órgão genital. Pode até ocorrer o orgasmo genital, o que é muito significativo para aqueles que têm sensação reduzida ou ate mesmo ausente no genital
Vamos então à lista final:
Parte intenra da coxa
Antebraço
Quadris
Pulsos
A linha dos pêlos pubianos
A parte de trás do corpo, tanto na superior como na inferior
O abdomen
Área posterior dos joelhos
Os pés
Os dedos
O couro cabeludo
E as pálpebras
Espero que você tenha conseguido anotar tudo. Com certeza esse conhecimento vai acrescentar qualidade à sua vida sexual.
quinta-feira, 9 de junho de 2022
COMO CASAIS PODEM TER MAIS TEMPO PARA FAZER SEXO.
Parece estranho, mas casais têm estado tão ocupados, que falta tempo para fazer sexo. Com tantas demandas profissionais, estudos, cuidados com os familiares, o sexo pode acabar tendo uma posição mais secundária. Com certeza o ritmo sexual em relacionamentos longos tem momentos que oscilam para mais e para menos, muitas vezes decorrentes de distanciamento físico profissional ou até mesmo no processo de recuperação de uma doença, de uma cirurgia. Se tem sido difícil no seu relacioamento "encontrar tempo" para uma relação sexual, seguem algumaas dicas:
1) DIÁLOGO ABERTO SOBRE SEXO: se o sexo é importante para você e está faltando tempo para realizá-lo, converse com o seu parceiro sobre isso. Pode ser uma conversa informal mas é importante iniciar a conversa realçando as coisas positivas do relacionamento e não se expressar como uma forma de ressentimento. Expresse o desejo de fazer mais sexo. Seja aberto para falar e ouvir, uma conversa é muito importante e ambos podem sentir a mesma necessidade, mas tem dificuldade de expressá-la. Embora a "falta de tempo" possa ser a causa para menos sexo, tenha em mente que problemas emocionais podem estar por trás disso e uma conversa mais informal não funcionará nem como queixa e nem como demonstração de ressentimento
2) CONTROLE SUAS EXPECTATIVAS: muitos casais criam expectativas numa relação sexual envolvendo muito romantismo e terminando com orgasmos de altíssimo padrão e prazer. Apesar de eventualmente a coisa possa ocorrer dessa forma, nem sempre será assim e o fato de não ser assim, não pode enfraquecer a relação do casal. Procure sempre valorizar esse momento de intimidade, olhando sempre pelo lado positivo, mesmo que seja uma relação rápida, a famosa "rapidinha".
3) REDEFINA INTIMIDADE: sexo não precisa ser considerado apenas como o ato da penetração. Pense na intimidade também com outras manifestações: beijos, abraços, manipulação genital, mãos dadas vendo algo em comum (passeio, TV, filme como exemplos). Procure não colocar sobre o ato sexual, a única manifestação de intimidade. Isso pode até ajudar a aumentar a frequência sexual, uma vez que intimidade pode levar a uma excitação que só termina "no final da ladeira".
4) RESPOSTA A UM ESTÍMULO: muitas vezes não há tempo e nem desejo para o sexo, mas reconheça que ao ser estimulado, pode haver uma reação. Aproveite essa reação e vá em frente se você for estimulado e responder se excitando.
5) EXPLORE AS FANTASIAS: se a rotina do relacionamento, principalmente os mais longos, deixou os atos sexuais como algo rotineiro, sempre da mesma forma, explore as fantasias, quebre a rotina. Novos estímulos, como novos locais, novas formas de sexo e toda a diversidade que envolve os relacionamentos de hoje em dia, podem trazer uma quebra da rotina e aumentar o desejo e a frequência sexual.
6) PROGRAME O SEXO: é esquisito pensar dessa forma, né? Marcar na agenda os momentos para o sexo. Mas reservar momentos para intimidade pode diminuir a ansiedade sobre o casal por não estar fazendo sexo e até mesmo criar oportunidades para imaginar esse momento de formas diferentes, com fatores extras que podem até aumentar o romantismo.
domingo, 22 de maio de 2022
FATOS E MITOS SOBRE A MASTURBAÇÃO.
A masturbação é algo comum e normal na atividade sexual dos seres humanos, mas muitas pessoas não se sentem confortáveis para falar sobre o assunto e até se sentem envergonhadas por realizá-la. Infelizmente antigos estigmas, má-informação e mitos existem na prática da masturbação, algo que pode ser saudável e agregar prazer à prática da atividade sexual. Nessa postagem vou escrever sobre alguns mitos que envolvem a masturbação e benefícios da prática.
MITO: NÃO É NORMAL SE MASTURBAR
Ao contrário, é muito normal se masturbar e isso é demonstrado em pesquisas realizadas mundo afora, onde se constata que a maioria das pessoas se masturba. Um estudo conduzido no passado, que envolveu 57% da população mundial, mostrou que 78% tinha o hábito de se masturbar, independente do gênero e da orientação sexual, mas homens se masturbam com mais frequência (80%-96%) do que as mulheres (48%-78%).
MITO: SE VOCÊ ESTÁ NUM RELACIONAMENTO COM OUTRA(S) PESSOA(S) E SE MASTURBA, ALGO ESTÁ ERRADO COM O(S) RELACIONAMENTO(S)
Pessoas se masturbam por diversos motivos, como aliviar o estresse, relaxar, sentir prazer e aliviar a tensão sexual. Esses motivos continuam existindo, mesmo que alguém esteja envolvido num relacionamento e não significa que exista um problema no relacionamento. Enquanto pesquisas mostraram que homens costumam se masturbar mais quando não têm um(a) parceiro(a), com as mulheres costuma ser o contrário: se masturbam mais quando têm um relacionamento, como uma forma de complementar o prazer sexual, mesmo que seja um relacionamento com sexo prazeroso e frequente. E a masturbação pode ser uma forma de aliviar a tensão sexual entre casais discrepantes quando o tema é frequência sexual, ou seja, quando um parceiro tem a libido mais intensa do que o outro.
MITO: MASTURBAÇÃO É RUIM PARA A SAÚDE
Há inúmeros mitos relacionados à masturbação: disfunção sexual, infertilidade e outras mais estranhas, como causar cegueira e ficar com a palma da mão peluda. Felizmente não há evidência científica que confirme esses fatos e nenhum desses fatos é relacionado ao hábito de se masturbar. Ao contrário, masturbação costuma gerar benefícios à saúde, como diminuir o estresse, aliviar dor e tensão, melhorar o sono, realçar o humor e a concentração, ou até mesmo melhorar o sexo com o(a) parceiro(a). Mas há indivíduos que se sentem mal por se masturbar, a masturbação pode se tornar compulsiva e frequente a ponto de interferir na vida profissional e social, ou até mesmo diminuir a qualidade do sexo dentro de um relacionamento. Nesse caso, uma avaliação emocional é recomendada.
MITO: MASTURBAÇÃO NÃO FAZ PARTE DO DESENVOLVIMENTO SEXUAL SAUDÁVEL
Familiares e/ou cuidadores podem ficar preocupados com o fato de crianças descobrirem e se engajarem com a masturbação muito cedo na vida, mas na verdade a auto estimulação sexual é comum em idades precoces. Além de ser importante aconselhar os jovens sobre locais e situações em que masturbar-se é inconveniente, caso eles ainda não saibam, estudos comprovam que ter conhecimento de como o corpo reage sexualmente, pode diminuir a vergonha envolvida num engajamento sexual e preparar melhor as pessoas para fazer boas escolhas em relação à saúde sexual.
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